Sextas no Frágil: Entrevista a Miguel Sá

Marcelo Magalhães

O Frágil foi inaugurado em 1982, contam-se muitas histórias, uma delas é a de que Prince lá ia com a possível regularidade. Trinta anos passaram e encerrou a casa onde se juntavam, pelo que insitem em dizer, artistas e intelectuais, copos e corpos.

Por questões legais apenas conheci o Frágil no Verão de 2010, normalmente, era o sítio perfeito para começar a noite ao som de “house” e “techno” antes de embarcar numa breve viagem até ao clube Lux. Foi com tristeza que presenciei com a proximidade possível os seus últimos suspiros, não querendo imaginar a dor que as pessoas cuja parte da sua história é Frágil poderão ter sentido.

Parte do que conheci volta às sextas pelo esforço de Miguel Sá, DJ, artista sonoro, activista cultural e curador, que se ocupa da produção e programação desta noite. A música de dança (tendencialmente electrónica) espalha-se pelo espaço, voltando a pista a ser massacrada pelos pés dos corpos dançantes.

Foi numa noite destas que levei o gravador e entrevistei o Miguel Sá para saber como tudo aconteceu e como ele pretende continuar estas noites de sexta-feira.

 


Miguel Sá por Marcelo de Magalhães

 


Como surgiu a ideia de começar a programar as noites no Frágil?

Eu, o Nuno Bernardino e o Fabrizio começámos por fazer uma festa na Rua do Século, o DESVIO, num antigo restaurante, o Consenso. Surgiram problemas com horários, por isso, decidimos procurar um novo espaço e entrámos em contacto com o Frágil e fizemos outra festa DESVIO.

Propomos fazer esta festa regularmente, como teve sucesso, sugeri programação regular às sextas-feiras. Aos sábados, por enquanto, o espaço não tem programação regular. São festas pontuais à porta fechada.

 

Por palavras tuas, o que é o DESVIO? Como surgiu?

É uma noite para amigos, nela temos  a oportunidade de tocar num clube. Para a pista, normalmente tocamos mais em bares. Neste DESVIO, tocamos os discos que nos apetecem. sem condicionamentos que às vezes existem também noutros clubes, em que temos que nos adaptar aos habitués. É um projecto mais íntimo, em que as pessoas se reconhecem na música!

 

Que coordenadas musicais se podem ouvir no DESVIO?

“House” com tendências para o “Acid” e “Techno”.

 

Quando não há DESVIO existem outras festas, vão pelos mesmos caminhos?

Mais ou menos. O objectivo é também atrair diferentes públicos, haver um cruzamento. Queremos criar o hábito de as pessoas virem ao Frágil às sextas, o espaço esteve fechado algum tempo e além disso o público lisboeta tem hábitos muito tardios.

 

A que horas é que as pessoas podem começar a vir para o Frágil?

O objectivo é começar às 23:30, convidar as pessoas a juntarem-se a nós mais cedo e para isso a actual tabela de preços é mais favorável.

 

E como têm corrido as festas?

Têm corrido cada vez melhor.

 


Frágil por Marcelo de Magalhães

 


Aproveito então para te perguntar, como podem fazer chegar a ti propostas?

Basta falarem comigo, entrarem em contacto!

 

A entrada é gratuita para quem possuir convite, porquê o convite?

É como te disse anteriormente, assim há uma maior proximidade entre a produção e as pessoas que vão à festa.

 

E como é que as pessoas podem obter convite?

Quem frequentar as festas terá acesso a estes facilmente. Há que se integrar na família e no espírito!

 


Frágil por Marcelo de Magalhães

 


Quanto às próximas noites, já podes revelar o que se espera?

O objectivo é entregar cada a noite a colectivos diferentes e até sonoridades, também queremos apostar mais em “live acts”! Por exemplo, este mês de Março vamos ter uma noite com 4 “live acts”, nenhum DJ!

 

Obrigado! Já podemos ir para a festa.

(risos)

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