Coimbra (cidade)
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𝘼 𝙨𝙚𝙜𝙪𝙣𝙙𝙖 𝙚𝙙𝙞𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙙𝙚 𝙃𝙖́ 𝙁𝙚𝙨𝙩𝙖 𝙣𝙖𝙨 𝘼𝙡𝙙𝙚𝙞𝙖𝙨 𝙫𝙤𝙡𝙩𝙖 𝙘𝙤𝙢 𝙖𝙡𝙚𝙜𝙧𝙞𝙖 𝙚, 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙪𝙢𝙖 𝙫𝙚𝙯, 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙥𝙧𝙤𝙢𝙤𝙫𝙚𝙧 𝙖 𝙖𝙢𝙞𝙯𝙖𝙙𝙚 𝙚 𝙗𝙤𝙖 𝙫𝙞𝙯𝙞𝙣𝙝𝙖𝙣𝙘̧𝙖 𝙚𝙣𝙩𝙧𝙚 𝙖𝙡𝙙𝙚𝙞𝙖𝙨.
Este ano, há três espetáculos que estreiam em Bruscos depois de um tempo de trabalho com a população e a partir das suas histórias.
Depois de uma residência de criação, A Bela Associação apresenta um trabalho que fala do que é viver com muito conhecimento e pouco dinheiro e porque continuamos a considerar que há trabalhos que não merecem ser tão gratificados como outros. Claudio Vidal e Maria Antónia Torres trabalharam com a população os rituais (in)existentes e devolvem-lhes a sua visão sobre este tema; Carolina Costa Andrade e Matilde de Fachada da Estrutura Baldia recolheram várias histórias dos cantos e recantos desta aldeia e dos seus lugares de pertença e propõem uma caminhada pelas memórias dos habitantes. Voltamos a trazer Malu Patury que propõe um jogo-dança onde todos podem participar com muita diversão. Tudo isto acontece em Bruscos mas também iremos a Alfafar, onde terminamos esta edição com uma oficina de danças tradicionais e um bailarico promovido pelo GEFAC que vai pôr toda a gente a dançar e, pelo meio, um almoço com arte e convívio concebido por Carlota Lagido.
Num país onde a débil política de transportes públicos é o grande obstáculo à democracia cultural, vamos nós até às aldeias, com muito gosto, muita festa e muita arte!
Cá vos esperamos!
Programa inteiro aqui:
𝟯 𝗱𝗲 𝗝𝘂𝗹𝗵𝗼 | 𝟮𝟭𝗵𝟯𝟬 | 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗲 𝗥𝗲𝗰𝗿𝗲𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝘂𝘀𝗰𝗼𝘀
𝗔𝘀 𝗣𝗲𝗿𝗶𝗳𝗲́𝗿𝗶𝗰𝗮𝘀 (𝗱𝗮𝗻𝗰̧𝗮-𝘁𝗲𝗮𝘁𝗿𝗼, 𝟱𝟬’) 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗮 𝗥𝗼𝗰𝗵𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮𝗻𝗮 𝗧𝗲𝗻𝗴𝗻𝗲𝗿 𝗕𝗮𝗿𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗠𝗮́𝗿𝗰𝗶𝗼 𝗖𝗮𝗻𝗮𝗯𝗮𝗿𝗿𝗼/𝗔 𝗕𝗲𝗹𝗮 𝗔𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼Periféricas é uma peça que se altera continuamente. Os seus criadores expõem a precariedade, mas também o cuidado e a sobrevivência. Expondo os limites da vida artística e social, esta obra revela a tensão entre centro e margem, visibilidade e invisibilidade, desumanização e desejo de equidade. É um ato coletivo que transforma rotinas de sobrevivência em gesto artístico, denunciando a insustentabilidade sistémica e propondo um mapa possível de justiça, consciência e pertença — entre o humano, o mais-que-humano e o não-humano. Uma peça que começa como uma denuncia e termina num concerto onde todas talvez possamos dançar!
𝟰 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗹𝗵𝗼 | 𝟭𝟲𝗵 | 𝗔𝗱𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗖𝗮𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝘂𝘀𝗰𝗼𝘀
𝗢 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼, 𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼, 𝘂𝗺 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 (𝗮𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗳𝗮𝗺𝗶́𝗹𝗶𝗮𝘀, 𝟮𝟬’) 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗹𝘂 𝗣𝗮𝘁𝘂𝗿𝘆Nesta peça participativa, a artista convida o público a desenhar uma cartografia viva, através de propostas simples de interação, contato e composição de paisagens com o corpo. O gesto é o meio; o encontro, o território; o agora, a matéria. Mais do que ocupar um espaço, este espetáculo propõe uma reconfiguração do modo como nos relacionamos com o ambiente e com os outros.
Performer/criadora: Malu Patury
𝟰 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗹𝗵𝗼 | 𝟭𝟳𝗵 | 𝗟𝗮𝘃𝗮𝗱𝗼𝘂𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝘂𝘀𝗰𝗼𝘀
𝗟𝗶𝘁𝘂𝗿𝗴𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗥𝗲𝗴𝗲𝗻𝗲𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 (𝗱𝗮𝗻𝗰̧𝗮, 𝟯𝟬’) 𝗱𝗲 𝗖𝗹𝗮́𝘂𝗱𝗶𝗼 𝗩𝗶𝗱𝗮𝗹 𝗲 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗔𝗻𝘁𝗼́𝗻𝗶𝗮 𝗧𝗼𝗿𝗿𝗲𝘀Este é um espetáculo que surge depois de um tempo a escutar os habitantes da aldeia e que começou com a pergunta: onde encontrar a pausa sagrada no fluxo linear da vida quotidiana? Como se reconectar com a história colectiva e com o mistério da existência?
Depois de dois meses de trabalho, esta é uma performance onde o gesto se propõe mágico, procura a cura e a regeneração do corpo, do espírito e do espaço.
Direcção/performer: Cláudio Vidal
Performer/criadora: Maria Antónia Torres
Sonoplastia: Cláudio Vidal
𝟰 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗹𝗵𝗼 | 𝟭𝟴𝗵 | 𝗥𝘂𝗮 𝗱𝗼 𝗖𝗮𝗻𝘁𝗼, 𝗲𝗺 𝗳𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗮𝗼 𝗔𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼 𝗟𝗮𝗴𝗮𝗿
𝗠𝗮𝗻𝘂𝗮𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗣𝗲𝗿𝘁𝗲𝗻𝗰𝗲𝗿 (𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝗱𝗮 𝘁𝗲𝗮𝘁𝗿𝗮𝗹, 𝟯𝟬’) 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗕𝗮𝗹𝗱𝗶𝗮Olhar e escutar o território é o ponto de partida deste espectáculo que é também uma caminhada. Começou por uma investigação na aldeia para entender, através de conversas com os seus habitantes e da exploração de locais, quais são os mecanismos que constroem a ideia de pertença. A partir da recolha de testemunhos, hábitos e códigos quotidianos, a proposta propõe um dispositivo performativo centrado na escuta e no imaginário pessoal.
Criação: Carolina Costa Andrade, Matilde de Fachada
Interpretação: Matilde de Fachada
Produção: Estrutura Baldia
𝟱 𝗱𝗲 𝗝𝘂𝗹𝗵𝗼 | 𝟭𝟭𝗵 | 𝗢 𝗟𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗱𝗼 𝗠𝗲𝗶𝗼 - 𝗔𝗹𝗳𝗮𝗳𝗮𝗿
𝗢𝗳𝗶𝗰𝗶𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝗱𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝘀 𝘁𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 (𝟭𝗵𝟯𝟬) 𝗽𝗼𝗿 𝗚𝗘𝗙𝗔𝗖A oficina de “Danças Tradicionais” propõe uma abordagem prática e participativa ao universo das danças tradicionais portuguesas, proporcionando aos participantes uma experiência de contacto direto com algumas das manifestações coreográficas que integram o património cultural do país.
O que ainda sabemos do que os nossos avós dançavam? O que se lembram ainda os nossos avós do que se dançava antigamente? Partindo da ideia de que a dançar é que a gente se entende, o GEFAC ensina passos de danças e cantares tradicionais portugueses que ainda são atuais porque permitem o encontro entre pessoas. É para aprender os passinhos que se vão dançar à tarde no Bailarico!
𝟱 𝗱𝗲 𝗝𝘂𝗹𝗵𝗼| 𝟭𝟯𝗵 | 𝗢 𝗟𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗱𝗼 𝗠𝗲𝗶𝗼
𝗔 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗻𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗲𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗼𝘂 𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗲𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗮𝗿𝘁𝗲? 𝗽𝗼𝗿 𝗖𝗮𝗿𝗹𝗼𝘁𝗮 𝗟𝗮𝗴𝗶𝗱𝗼Vagas limitadas, necessário inscrição até 30 de Junho!
Este é um momento de convívio entre todos. Carlota Lagido é coreógrafa, figurinista, mas também muito boa cozinheira. Linha de Fuga convidou-a a estabelecer uma relação entre arte e comida e propõe que neste almoço se alimente o estômago e o espírito.
Necessário reservar para não haver desperdício de comida. As reservas podem ser feitas até ao dia 30 de Junho no Centro Cultural e Recreativo de Bruscos, no Lugar do Meio, através do telefone 938 003 194, ou do e-mail mediacao.linhadefuga@gmail.com.
O preço do almoço é definido pelo participante (entre 0€ e o que quiser)
𝟱 𝗱𝗲 𝗝𝘂𝗹𝗵𝗼| 𝟭𝟲𝗵 | 𝗢 𝗟𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗱𝗼 𝗠𝗲𝗶𝗼
𝗕𝗮𝗶𝗹𝗲 𝗱𝗼 𝗚𝗘𝗙𝗔𝗖O GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra convida o público para um baile inspirado nas práticas festivas e comunitárias, constituindo um espaço de encontro, partilha e celebração coletiva, onde a música, a dança e o convívio se unem numa experiência participativa e aberta a todos.
O nosso santo padroeiro é São Vito e com ele trazemos a festa onde dança e música se encontram. Entre risos, cantares e dançares, convidamos todas as pessoas a partilhar a alegria de dançar e estar juntos. Tenham ou não vindo à oficina de dança, este é o momento de desfrutar da alegria de poder estar juntos e de nos divertirmos.
👉 Sabe mais em http://www.linhadefuga.pt/
Linha de Fuga é uma estrutura financiada por DgArtes & República Portuguesa
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