MONO-NO-AWARE
Dança
de Rafael Alvarez | BODYBUILDERS
31 de Janeiro (Sáb.), 21h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda - Centro Cultural e ComunitárioBilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/MONO-NO-AWARE-de-Rafael-Alvarez-100747
““MONO-NO-AWARE” [a beleza invisível das coisas efémeras], o mais recente espectáculo do coreógrafo Rafael Alvarez, convida a uma viagem poética e meditativa, através de uma paisagem minimalista e enigmática, interpelada pelo conceito japonês do mono-no-aware. Um mergulho numa metáfora de mundos flutuantes (ukiyo) e coisas belas e frágeis, para refletir sobre a extravagância das coisas simples num mundo complicado. Um colete de salvação, para respirar à tona de água, a vida de todos os dias, no meio do fumo de todos os dias.
No palco, Mariana Tengner Barros, Noeli Kikuchi e Rafael Alvarez oferecem os seus corpos a uma coreografia visual sobre a sensibilidade das coisas simples e belas, que nos emocionam na impermanência do mundo. Corpos nostálgicos que sonham acordados e se desequilibram entre filtros e realidades temporais (o passado, o presente e uma ideia de futuro), seduzidos pela beleza triste daquilo que nos interpela a perguntar a nós mesmos:
O que acontece a seguir?
Para onde vão as imagens belas que nos deixam saudade?
Onde guardamos o tempo de ontem?
Se um corpo não se dissolvesse, não desaparecesse como nevoeiro, as coisas perderiam o poder de nos comover?
Respiramos de dentro para fora ou de fora para dentro?
As imagens morrem em palco e são levadas para fora dele?MONO-NO-AWARE, o "pathos das coisas”, termo japonês dificilmente traduzível por ‘uma empatia e uma sensibilidade especial para com as coisas efémeras’, está relacionado com a consciência e a celebração da inevitável transitoriedade das coisas, assim como uma leve tristeza ou melancolia inerente ao estado de mudança, transformação e efemeridade presente na realidade, manifestando-se também como uma expressão emocional em relação à natureza, uma forma de antecipação nostálgica da impermanência do tempo presente e do derradeiro paradoxo da vida (morte vivida), que é a sua finitude. A natureza é esse permanente estado de perda, de transformação, de efemeridade e da promessa do que está para vir. Paradoxalmente, somos atravessados por uma velocidade e uma urgência que dita e molda dicotomicamente a(s) nossa(s) realidade(s) contemporânea(s) e a nossa geografia humana e ambiental. E ainda assim as coisas seguem a sua ordem natural. As pedras seguem tranquilamente no mesmo lugar, as árvores enraízam-se e as nuvens dissipam-se. Convocamos um tempo fora do tempo, para respirar, para escutar e para viver (um dia de cada vez), na imensa incerteza do que acontece a seguir, hipnotizados pela beleza invisível das coisas efémeras.
MONO-NO-AWARE estreou em Almada no Teatro Municipal Joaquim Benite (Transborda, Abril 2024), prosseguindo com apresentações ao longo de 2024, 2025 e 2026, em Coimbra, Ponte de Lima, Ponta Delgada, Faro, Lisboa e Vientiane/Laos.
O espetáculo termina a sua carreira em Faro (20 Janeiro, Teatro das Figuras) e em Lisboa (31 Janeiro, Sala Valentim de Barros/Jardins do Bombarda), com duas apresentações finais no ano em que se assinala uma década de atividades de criação, mediação, produção e difusão da BODYBUILDERS, estrutura de dança contemporânea fundada em 2016 em Lisboa, focada na promoção e desenvolvimento do percurso de mais de 28 anos do coreógrafo Rafael Alvarez.
Ficha Técnica Artística >
Direção Artística, Coreografia, Cenário e Figurinos: Rafael Alvarez
Co-criação e Interpretação: Mariana Tengner Barros, Noeli Kikuchi e Rafael Alvarez
Desenho de Luz e Direção Técnica:
Nuno PatinhoAssistência de Cena (Faro e Lisboa): Abdulay Bragança Dias
Registo Vídeo e Teaser: Vitor Hugo Costa/Metafilmes
Fotografia: Elisabeth Vieira Alvarez
Design Gráfico: Paulo GuerreiroProdução e Difusão: Rafael Alvarez | BODYBUILDERS
Gestão Financeira: Sara Lamares
Assessoria de Imprensa: Mafalda SimõesCo-produção:
Transborda/Núcleo de Artes Performativas e Casa da Dança (Almada)Festival Citemor (Montemor-o-Velho/Coimbra)
Teatro das Figuras/Município de Faro (Faro)
Teatro Diogo Bernardes/Município de Ponte de Lima (Ponte de Lima)
Estúdio 13 (Ponta Delgada, Açores)
FMK/Fang Mae Kong - International Dance Festival (Vientiane, Laos)
Parcerias/Acolhimentos:
Metafilmes, Largo Residências/Jardins do BombardaApoios em Residência: Opart - Estúdios Victor Córdon, Casa da Dança - Almada, Citemor/Citec, Palácio Pancas Palha/Companhia Olga Roriz
Media Partner: Antena 2Apoio à Criação: República Portuguesa - Cultura/Direção-Geral das Artes, Fundação GDA
Apoio à Internacionalização: República Portuguesa - Cultura/Direção-Geral das ArtesO Jardins do Bombarda é um centro cultural e comunitário promovido pelo LARGO Residências, em parceria com um conjunto de organizações sócio-culturais residentes. Parte da sua actividade tem o apoio financeiro da República Portuguesa - Cultura / Direção-Geral das Artes e da Câmara Municipal de Lisboa.