11:00 até às 13:00
Workshop Danças Tradicionais Moçambicanas | marrebenta e ngalanga

Workshop Danças Tradicionais Moçambicanas | marrebenta e ngalanga

15€ - 20€
Workshop Danças Tradicionais Moçambicanas | marrebenta e ngalanga
6 abril | 11h às 13h

Inscrição | 15€ alunos Culturdança; 20€ público geral

Público-alvo | 14+ anos

IBAN Culturdança | PT50.0036.0499.99106002466.83
Link para inscrição | https://forms.gle/iPUQR5gMFH2Y2aeE9


No âmbito da apresentação do espetáculo BANTU, de Victor Hugo Pontes, três bailarinos do elenco – Dinis Abudo Quilavei, José Jalane e Osvaldo Passirivo – orientam um workshop no qual partilham com os participantes uma face do património cultural de Moçambique. São exploradas, do ponto de vista do movimento, ritmo, canto, energia e seus significados, as danças tradicionais marrabenta e ngalanga, oriundas do Sul do país (Maputo e Inhambane).

Marrabenta
É uma forma de música-dança típica de Moçambique, desenvolvida em Maputo, cujo nome tem origem na palavra portuguesa "rebentar". Incorpa vários ritmos folclóricos como os Magika, Xingombela e Zukuta, sendo também sujeita à influência ocidental. Teve início no final dos anos 30, com artistas mais antigos como Fany Mpfumo e Dilon Djindji, e ficou popular na década de 50 com conjuntos como Djambu e Hulla-Hoope Harmonia.

Ngalanga
É uma dança típica de Maputo, originária do povo Chope, e data das guerras constantes que os chopes travaram contra os Ngunis. Esta dança celebrava o regresso dos guerreiros, após uma batalha da qual saíram vitoriosos. À medida que estes se aproximavam da aldeia, iam tocando Mpundo (grande chifre de impala) para anunciar o seu regresso e vitória. Tradicionalmente, esta dança revelava um carácter acentuadamente social, constituindo um factor de relevo para a manutenção da unidade tribal e para a afirmação da lealdade comum dos seus membros ao respectivo chefe, onde só participavam homens.


Sobre os formadores

Dinis Abudo Quilavei
Bailarino e intérprete Moçambicano, começou a sua carreira profissional com danças tradicionais e populares. Tem formação em dança contemporânea e ballet. Trabalhou com coreógrafos como Janeth Mulapa, Pak Ndjamena e Idio Chichava. Estudou dança no curso do Instituto Superior de Artes e Cultura (Isarc) e estagiou na Companhia Nacional de Canto e Dança em Moçambique.

José Jalane
Nasceu em Maputo, é bailarino, coreógrafo, capoeirista, educador físico e professor de Yoga. Aprendeu ballet, dança tradicional e contemporânea com professores como Mário Paulo Cardoso, Fernanda Scheidegger, Lulu Sala e Pérola Jaime. Trabalhou com a Companhia Nacional de Canto e Dança e integra a Companhia CulturArte. Apresentou performances na plataforma internacional de Dança Contemporânea KINANI e tem participado em vários festivais internacionais.

Osvaldo Passirivo
Nasceu em Maputo e começou o percurso artístico como bailarino em 2002. Colaborou em vários projetos de ritmos urbanos, de danças de salão e de dança tradicional de Moçambique. É formado em dança contemporânea, com professores, coreógrafos e bailarinos como Mauro Sigauque, Ângelo Tomo, Enrique Salas, Idio Chichava, Horácio Macuacua, Panaibra Canda, Deborah Colker, Edna Jaime, Janeth Mulapha, Lulu Sala, Pak Ndjamena, David Zambrano e Tomás Awart.


Sobre a entidade parceira
A Nome Próprio é uma estrutura dedicada à produção e promoção de projetos artísticos, sobretudo de dança contemporânea e teatro. Fundada em 2000, por Victor Hugo Pontes, coreógrafo e encenador, que assegura a direção artística, as suas atividades intensificaram-se a partir de 2010. Tem desenvolvido projetos com inúmeros artistas e instituições, apresentados em todo o país, e também internacionalmente: Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional São João, Teatro Municipal do Porto, Centro Cultural Vila Flor, Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Municipal São Luiz, Festival Panorama (Brasil), Festival de Danse de Cannes (França) e Théâtre de Liége (Bélgica), entre outros. Desde a sua fundação, produziu espetáculos como “Fuga Sem Fim”, “A Ballet Story” (Melhor Espetáculo de Dança do Ano 2012, Público e Expresso), “Zoo”, “Fall”, “Coppia”, “Orlando”, “Se Alguma Vez Precisares da Minha Vida, Vem e Toma-a”, “Uníssono – Composição para cinco bailarinos”, “Nocturno”, “Margem” (Prémio Melhor Coreografia SPA, 2018), “Drama”, “Os Três Irmãos”, “Meio no Meio”, “Porque é Infinito”, “Corpo Clandestino” (2022) e “Bantu” (2023). Para além da circulação de alguns destes projetos, a Nome Próprio tem em curso novas criações, com estreias em 2024 e 2025. 
Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.
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