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Actores de Boa Fé

Actores de Boa Fé

SOBRE O ESPECTÁCULO O texto Os Actores de Boa-Fé, de Pierre de Marivaux, é uma comédia francesa de meados do séc. XVIII. Nesta França Barroca, em eminência de Revolução, a trama de Os Actores de Boa-Fé discorre sobre o teatro e os jogos de poder e manipulação entre as classes altas, e também as classes mais baixas. O teatro, no geral, e a representação, no particular, surgem no contexto da narrativa como um meio para manipular e exercer poder sobre o outro, de forma a servir interesses económicos e/ou sociais. Vale tudo pela diversão que pode ser o fazer da realidade ficção ou da ficção realidade, mesmo que por breves instantes: vale inferiorizar o outro, vale fazê-lo de parvo, vale romper noivados… Em suma, a diversão e o caos sobrepõem-se à moral e à ética. Ao contrário do texto, neste espectáculo, e no seu processo de criação e construção, o teatro é um potenciador das liberdades individuais e da cooperação entre indivíduos. O teatro surge como um espaço de fantasia, jogo e experimentação onde podemos ser tudo aquilo que quisermos, trocar a nossa identidade do quotidiano por qualquer uma outra. É assim que surge a troca de géneros neste espectáculo – onde não só os homens interpretam papéis femininos, mas também as mulheres protagonizam personagens masculinos. É assim que encaramos o Teatro enquanto prática, um espaço libertador e de brincadeira. Porém, este espaço de brincadeira não compromete a seriedade, rigor e disciplina do espectáculo: salientando o carácter didático do projecto do GDSHE, no sentido de dar formação artística a um grupo amador, vários profissionais das várias vertentes das artes cénicas, músicos, artistas e criadores locais, integram o elenco de Os Actores de Boa-Fé. Assim, com um elenco misto de amadores e profissionais, pretende-se fomentar a cooperação, a entreajuda, as trocas de experiências e visões sobre a cena, tornando-a mais rica e diversa, precisamente por receber contributos destas várias perspectivas (de vida e artísticas). SINOPSE O Teatro e a Vida. O teatro da cena, o teatro da vida, o teatro dentro do teatro. Quantas personagens temos dentro de nós? Quantas máscaras usamos no nosso dia-a-dia? Aquele que representa, representa o quê, para quê, para quem, como? Aquele que diz, diz o que diz ou diz o que quer dizer? Ou o que o outro quer ouvir? No palco da vida, quem manipula quem? E como? Qual é a linha que separa a realidade da ficção? O fake do real? Qual é a linha que separa uma graça de uma humilhação? Será que interessa sequer saber? Não nos basta pão e circo? Não nos basta os teatros das mais altas classes? Parece-se com o Portugal do séc. XXI, um cómico embaraçoso e amargo… Mas, felizmente para a peça (e para o espectador), passa-se na França do séc. XVIII – uma comédia graciosa e elegante. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência…

Fonte: https://www.cm-evora.pt/eventos/actores-de-boa-fe/
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