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22:00 até às 23:59
Alvalade Art Opening Night 10pm

Alvalade Art Opening Night 10pm

21 de março estaremos abertos das 22h00 às 24h00. 
21 March we'll be open from 10pm to 12pm

Balcony Contemporary Art Gallery | Nuno Nunes-Ferreira
| Dois anos e meio | Curatorship and text Luisa Santos

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Inaugurações simultâneas em Alvalade / Also opening in Alvalade:

Nanogaleria | Nuno Nunes-Ferreira / Uma obra polémica | 19h00
Galeria Vera Cortês| Gabriela Albergaria / “…an adventure in which humans are only one kind of participant…” | 22h00
Quadrado Azul | Gonçalo Sena / Erosão Horizonte | 22h00
Blues Photography Studio | Sei Miguel / Meseta - Octeto para George Herriman | 22h30
Appleton - Associação Cultural |Tiago Madaleno | Noite de Núpcias | 22h00

Também estarão abertos / also open in alvalade:

Appleton - Associação Cultural| Box: Sandra Rocha / De que servem as pedras senão para serem deslocadas? | 22h00
UMA LULIK Contemporary Art Gallery |  22h00 
STET livros & fotografias | 22h00
PULAU | Exposição coletiva | Rua do Centro Cultural 11 | 22h00

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Nuno Nunes-Ferreira
Dois anos e meio

Curadoria e texto Luísa Santos

Balcony Gallery, Lisboa
9 Março – 20 Maio 2019

(PT)
Dois anos e meio é o tempo de investigação e de produção do corpo de trabalho de Nuno Nunes-Ferreira (1976, Lisboa) apresentado na exposição que adopta este tempo enquanto título. E a matéria protagonista de dois anos e meio é em primeira instância, o tempo. A acumulação de notícias impressas é matéria também crucial na constituição da exposição.

Comecemos pelo tempo. Dois anos e meio desenha-se simultaneamente no centro e nos antípodas de uma cultura na qual impera a rapidez, a necessidade imposta de fazer tudo ao mesmo tempo, e a dar pouca atenção a detalhes e a tudo o que peça tempo. A capacidade de manipular o tempo enquanto matéria, de torná-lo mais lento ou mais rápido, só foi possível na modernidade. A primeira ruptura com o entendimento tradicional de tempo, enquanto algo fixo e imutável, na cultura visual aconteceu com o advento da fotografia no Séc. XIX que trouxe a possibilidade de parar o tempo (T. J. Demos, 2007). Enquanto a arte moderna respondeu à mecanização do tempo da vida moderna (as figuras mecanomorfas de Duchamp e de Picabia serão os exemplos mais reconhecidos), os dadaístas e surrealistas recriaram e suspenderam a noção de tempo, a Pop Art dos anos 1960 expandiu a duração de visionamento dos trabalhos artísticos (as oito horas do mesmo plano no Empire, de 1964, de Andy Warhol), os artistas conceptuais, como On Kawara, exploraram os limites teóricos do alongamento do tempo, e na arte das décadas de 1980 e 1990, a replicação do imediatismo do universo das notícias e da publicidade veio ocupar o lugar principal (como as apropriações do universo da publicidade de Barbara Kruger). 

O trabalho de Nuno Nunes-Ferreira junta precisamente estas duas últimas tradições da investigação da temporalidade – por um lado, desafia os limites da extensão do tempo e, por outro lado, apropria-se de notícias e publicidade impressas, do universo do imediato, que acumula e arquiva.


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(EN)

Nuno Nunes-Ferreira
[Two and a half years]

Curatorship and text by Luísa Santos

Balcony Gallery, Lisbon
March 9th - May 20th 2019

Two and a half years was the time required for research and production for the body of work Nuno Nunes-Ferreira puts forward in the exhibit that takes on this amount of time as a title. And the protagonist subject-matter of dois anos e meio is, firstly, time. The amassing of printed news is also a central aspect in the make-up of this exhibit.

Let us begin with time. Dois anos e meio is inscribed simultaneously at the center and the antipode of a culture in which speed is king, where there is an imposed need to do it all at once, and pay little attention to details and to anything that begs for time. The ability to manipulate time as matter, of making it slower or faster, was only possible in modernity. The first break from the traditional understanding of time in visual culture, as something fixed and unchangeable, took place with the arrival of photography in the 19th century, which brought with it the possibility of freezing time (T.J. Demos, 2007). As modern art responded to the mechanization of time (the mecanomorph figures of Duchamp and Picabia would be the most recognizable examples), the dadaists and surrealists recreated and suspended the notion of time, 1960s Pop Art expanded the duration of viewing of an art piece (the eight hours of the same shot in Empire, 1964, by Andy Warhol), conceptual artists, like On Kawara, explored the theoretical limits of stretching time and, in the art of the 1980s and 90s, the replication of the immediacy of the universe of news and advertising came to take center stage (like in the appropriations of the realm of advertising by Barbara Kruger).

Nuno Nunes-Ferreira’s work brings precisely these last two traditions of investigating temporality together - on the one hand it challenges the limits of extending time and on the other it appropriates printed news and advertisements, belonging to the realm of the immediate, that he gathers and archives.
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