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Agenda de atividades Quinta da Caverneira | jun.26
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Grátis
“O Retábulo das Maravilhas”
Apresentação do Exercício Final da Oficina de Teatro Sénior
Miguel de Cervantes escreveu em 1615 o Entremez do Retábulo das Maravilhas, uma farsa que aponta para a hipocrisia dos homens de todos os tempos perante as suas (nossas!) falhas morais. Dois saltimbancos chegam a uma povoação para apresentar um espetáculo que só os “puros” conseguem ver. Ora, claro está, que todos verão maravilhas de tão puros e genuínos que se querem mostrar... o esforço dos artistas será mínimo, até porque será o público a dar o espetáculo!
É assim que a Oficina de Teatro Sénior traz o teatro para o palco, num exercício de meta-teatro, numa comédia satírica onde as personagens-público se desfazem em fingimento para risota de toda a plateia. Será de rir, especialmente, porque no riso nos reconhecemos...
Data | dias 05, 06, 07
Horário | dias 05 e 06 - 19h00 | dia 07 - 16h00
Bilheteira
Entrada gratuita | até à lotação da sala
“Não é hora de apontar culpados”
La Cría (Rio Grande do Sul - Brasil)
Não é hora de apontar culpados é um espetáculo-denúncia que atravessa os limites do real e do simbólico, oferecendo um retrato visceral das lutas e das dores de um povo latino-americano que se vê constantemente reescrevendo sua história. Uma obra que mergulha na exaustão das classes trabalhadoras, nas cicatrizes da colonização e na busca incessante por identidade e justiça.
Através de personagens que vivem na fronteira entre a esperança e a desilusão, a peça desafia os espectadores a confrontarem o sistema que os oprime e a refletirem sobre um futuro em que as vozes silenciadas finalmente possam ser ouvidas. Com uma linguagem poética e crua, a obra é um convite a perceber a resistência que pulsa na América Latina.
Sob o ponto de vista do “sul do sul do mundo” e a partir do pensamento “a colonização não acabou, hoje ela tem slogan e logomarca”, a peça faz distintos retratos de personagens latino-americanos que compartilham as mazelas perpetuadas por um sistema moldado para os oprimir. Dentre os diferentes acontecimentos abordados, há destaque ao estado do Rio Grande do Sul, com ênfase em fatos recentes, como os trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão e até mesmo as enchentes e seus impactos socioeconómicos.
M/14 | 60m
Data | dia 09
Horário | 19h30 - 30 minutos antes do início de cada espetáculo
Bilheteira | 5,00€ Normal || 3,00€ Estudantes | Crianças menos de 6 anos | M/65 | Profissionais das Artes Cénicas | Desempregados
Informações | |T| 917 691 753 - 918 410 003
Ficha Artística e Técnica
Direção: Aline Ribeiro
Texto e atuação: Felipe Martinez
Iluminação: Daiani Brum
Figurinos: Luciano Santos
Cenografia: Aline Ribeiro | Cristiano Bittencourt
Orientação: João de Mello Alvim
Tradução para Libras: Carine Martins Barcellos
Fotografias: Marcos Oliveira
Máscaras e objetos: Aline Ribeiro
Apoio: Madalena Ribeiro Martinez
“Às Margens de Nós”
Núcleo Volátil
Às Margens de Nós é um projeto do Núcleo Volátil que dará corpo a uma peça teatral inédita, criada a partir de uma investigação teórica e prática acerca das relações humanas mediadas por tecnologia – que, inventada pelo ser humano, é extensão de si, ainda que o lance muitas vezes contra a sua natureza.
Nessa perspetiva, com o pensamento na atualidade, levantam-se questões como: Em que medida estaríamos a viver um colonialismo digital, conforme se afirma cada vez mais? De que modo as recentes transformações tecnológicas afetam as nossas subjetividades e o nosso livre-arbítrio? Poderiam algumas filosofias ou mitos antigos iluminar a compreensão do que vivemos hoje?
M/16 | 60m
Data | dia 12
Horário | 21h30 - 30 minutos antes do início de cada espetáculo
Bilheteira | 5,00€ Normal || 3,00€ Estudantes | Crianças menos de 6 anos | M/65 | Profissionais das Artes Cénicas | Desempregados
Informações | |T| 917 691 753 - 918 410 003
Ficha Artística e Técnica
Equipa: Líria Varne | Manoel Candeias
“Pareciam homens ao longe”
A Escola da Noite (Coimbra)
Nesta sua primeira encenação em Portugal, Gil Vicente Tavares apresenta três peças que representam diferentes fases do seu prolífico percurso. “Praça de Guerra” é uma peça curta, inédita, que aborda a questão dos conflitos étnicos e territoriais. Procura-se, no isolamento e no sofrimento de duas vítimas de uma guerra, a possibilidade de entendimento, compreensão e discernimento do que é a vida além de uma fronteira. “Os Javalis” (escrita em 1998) não esconde as influências do “teatro do absurdo” e é assumida pelo próprio autor como uma “metáfora política”: o argumento gira em torno de uma suposta invasão da cidade por javalis, que devoram os habitantes e ameaçam exterminar a raça humana. “Os Amantes II” (escrita em 2002 e estreada em 2007) é inspirada pela pintura homónima de René Magritte. A súbita avaria da sua única televisão exacerba as tensões e a falta de comunicação entre um casal até ao ponto da mais dura insensibilidade perante o drama familiar com que a dupla está confrontada. Separadas no tempo por vários anos e adotando linguagens distintas, as três peças oferecem ao espectador uma inquietante reflexão sobre a condição humana nas sociedades contemporâneas, a partir de temas como a violência, a falta de empatia, as identidades, o consumismo, a solidão, o machismo e a violência de género, a desinformação, a ameaça dos totalitarismos ou a dominação através do medo.
M/14 | 60m
Data | Dia 26
Inscrições| 229 408 638 | biblioteca@cm-maia.pt
Horário | 21h30 - 30 minutos antes do início de cada espetáculo
Bilheteira | 5,00€ Normal || 3,00€ Estudantes | Crianças menos de 6 anos | M/65 | Profissionais das Artes Cénicas | Desempregados
Informações | |T| 917 691 753 - 918 410 003
Ficha Artística e Técnica
Textos e Encenação: Gil Vicente Tavares
Interpretação: Ana Teresa Santos | Igor Lebreaud | Miguel Magalhães | Ricardo Kalash
Cenografia e Figurinos: Márcio Medina
Desenho de Luz: Danilo Pinto
Som: Gil Vicente Tavares | Zé Diogo
Vídeo: Eduardo Pinto
Cabelos: Carlos Gago
Direcção Técnica e de Montagem: Rui Valente
Operação Técnica: Danilo Pinto | Diogo Lobo | Zé Diogo
Montagem: Danilo Pinto | Diogo Lobo | Rui Valente | Zé Diogo
Execução de Cenografia: Serralharia do Convento, Lda. | Danilo Pinto | Diogo Lobo | Rui Valente | Zé Diogo
Estagiários do CTeSP em Luz e Som para Artes Performativas da ESEC: Ana Corticeiro | Tiago Marques
Execução de Figurinos: Alda Clemente
Execução de Adereços: Lídia Ribeiro | Márcio Medina
Direcção de Cena: Miguel Magalhães
Imagem: Ana Rosa Assunção
Fotografia: Eduardo Pinto
Comunicação: Eduardo Pinto | Juliana Roseiro | Mariana Banaco | Pedro Rodrigues
Produção: Eduardo Pinto | Juliana Roseiro | Mariana Banaco
Fragmentos musicais: “Petals”, “II. Walls Closing” e “7 Papillons: No.2,—” de Kaija Saariaho | “Roots Bloody Roots” de Sepultura
Agradecimentos: Cena Lusófona | Guilherme Pompeu | Relíquia Jubilante | ZonaPro
“O Teatro e a Guerra” – Teatro Art’Imagem
“18.500 Nomes”
Em 30 de julho de 2025 o "The Washington Post" identificou e publicou em árabe e inglês, o nome idade e algumas fotografias de 18.500 crianças e menores mortos pelo exército de Israel nos seus ataques a Gaza, constituindo estes 31% dos mais de 60.000 mortos assassinados neste genocídio. Apesar do atual cessar-fogo que se iniciou em 10/10/26 as mortes continuam permanentemente. Segundo o Relatório da Situação Humanitária das Nações Unidas de 23/04 de 2026, a situação é insustentável e continua-se a morrer às mãos das forças armadas israelitas. De outubro de 2023 até agora estima-se que as vítimas mortais são mais de 72.500 e o total de feridos ultrapassa os 172.000 mais outros milhares de corpos sob os escombros. Até finais de 2025 mais de 30.000 mulheres e raparigas morreram vítimas deste massacre. (Uma nossa homenagem e uma lembrança para as vítimas de todas as Gazas deste mundo)
“Estilhaços de Guerra do Teatro Art’Imagem (2010-2026)”
Se quem vai à guerra dá e leva, segundo reza o dito popular, quem faz a guerra, da guerra que faz, a doxa é omissa em refrões. Embora, as evidências apontem que normalmente fica bem, e que dos escombros que ficam é capaz de erguer outra catástrofe ainda mais letal. É costume de quem fabrica as guerras, não se mobilizar para ir à guerra; logo, nada tem que possa dar. Por outro lado, sabemos que leva tudo: o arbítrio subalternizado, a vida alheia, os recursos que lhe atiçam a sanha. Dos estilhaços em carne viva sabe nada. Se morrer, será de rir, a partir da cabine a quilómetros de distância por onde assiste a matança em plasma montado para o efeito. Nós, que fazemos teatro, vamos encenando os dias da guerra na tentativa de desmontar o absurdo. Os estilhaços que daí resultam não matam, contudo, aspiramos a que não sejam inofensivos.
Eis, pois, a nossa guerra, a partir destes estilhaços levados à cena pelo Teatro Art’Imagem.
Data | até dia 12 - de segunda a sexta-feira
Horário | 10h00 - 22h00
Local | Exterior e interior da Quinta da Caverneira
Preço | Gratuito
Fonte: https://www.cm-maia.pt/institucional/atualidade-e-participacao/agenda/evento-55/agenda-de-atividades-quinta-da-caverneira-jun-26
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