Quando a violência é de várias formas presente e se junta ao encarceramento físico, a palavra poética ganha um novo significado, poderá ela ganhar um sentido subversivo? Daqui, de um sítio fechado e húmido a poesia é placa de salvação da própria vida numa espécie de eco ao outro na tentante vigília de uma compreensão humana.
“O preconceito da ave
Não é o tamanho das suas asas
Nem o ramo em que poisou
Mas a beleza do seu canto
A largueza do seu voo…
E o tiro que a matou.”
José Craveirinha
Fonte: https://www.cm-maia.pt/institucional/agenda/evento-96/sussurros-de-sombras-na-quinta-da-caverneira