17:00 até às 19:00
Recital de Piano por Teresa Palma Pereira

Recital de Piano por Teresa Palma Pereira

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Recital de Piano pela pianista Teresa da Palma Pereira, intitulado "Poema"e que apresenta as seguintes obras:

MOZART, W.A.

Fantasia em ré menor K.397

MENDELSSOHN, F.

Rondo Capriccioso

CHOPIN, F.

Prelúdios n. 5 e n. 10
Noturno op. 48, n. 2
Estudo op. 25, n. 8
Prelúdio n. 11, n. 14, n. 15 e n. 16
Valsa op. 42
Balada n. 2

 Intervalo

LISZT, F.

“Les Cloches de Genève”

LISZT, F.

“Soneto de Petrarca” 104

ALBÉNIZ, I.

Prelúdio de “España” op. 165

FALLA, M. DE

Danza Española n. 2 de “La Vida Breve”

RACHMANINOV,S
Prelúdio op. 23, n. 9

DEBUSSY, C.

“Des pas sur la Neige”

BABADJANIAN, C.

“Poem”


Trata-se de um conjunto de peças virtuosísticas de grande beleza, em que a pianista inicia com sempre com Mozart e culmina com a obra de Babadjanian "Poem " que dá nome ao recital. Se a música de Mozart é feita de beleza, ela também contém tempestades. Diz a pianista que o dramatismo da tonalidade de ré menor conduz-nos num turbilhão de emoções, numa “Fantasia”, ora patética, ora melancólica, inquieta ou graciosa…

  Mas  para Teresa da Palma Pereira  a luz toma conta do piano de Mendelssohn com a chegada de mi Maior, cuja doçura se desfaz em espirituosa ironia, após a introdução, quando chega o “Rondo Capriccioso”.

Assim, continua Teresa,a teatralidade dá lugar ao sonho e leveza, que dançam num corropio em busca de ré Maior, revelando novos mundos, que logo se mostram ilusórios e fugidios com dois Prelúdios de Chopin.

Finalmente, dos mundos oníricos , diz-nos, descemos à terra, continuando a escutar tons de folclore e nostalgia noturna na música do compositor polaco.

Logo regressa o tom ligeiro, gracioso e dançante, que contrasta com a escuridão e momento sublime de reflexão introspectiva, com que culmina mais um ciclo de prelúdios.

Da serenidade contemplativa, a música salta, fervilhante, para o salão de baile, “valsa” e, em seguida, faz-nos escutar, em silêncio, uma história, uma lenda, balada…

Ouvem-se sinos, ao longe, eles tocam a rebate e desvanecem-se…o seu eco transforma-se em poema antigo, musicado por Liszt. 

A poesia também vem da terra, do canto da tradição de um povo, povo cigano que chora e dança, homenageado por Albéniz. 

O som torna-se mágico, através da cantilena das terras distantes, a terra que deixamos, a Rússia da infância de Rachmaninov, com as suas canções de embalar e ecos de vivacidade da língua falada.

E eis que o poema se torna cenário, cenário de gelo, pela imaginação de Debussy, cenário desolado que se desfaz em pura abstração e emoção à flor da pele, com Babadjanian, em “Poem”…

Em suma, Recital- Poema, na sua diversidade, um fio condutor, um poema vindo tanto da tempestade e do dramatismo como dos ecos da terra e da infância.

 

 

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