17:30 até às 18:45
Kumina, Victor de Oliveira
Evento recorrente: 3 Datas Ver evento

Kumina, Victor de Oliveira

  • Destaque
  • Evento terminado
  • Calendário
12€

26-29 MAR
teatro

quinta a sábado 19h30
domingo 17h30
Sala Principal

ACESSIBILIDADE
26-29 MAR
Legendas em inglês
28 MAR
Interpretação em língua gestual portuguesa e audiodescrição (com reconhecimento de palco às 18h30)

LANÇAMENTO
29 MAR
A seguir ao espetáculo, será lançado o livro que reúne os textos de Kumina e Limbo, numa coedição da Tinta da China e do TBA


Victor de Oliveira
KUMINA

Kumina é a mais africana das [expressões culturais] que se encontra na Jamaica (…). As cerimónias de Kumina associam-se normalmente a velórios, enterros ou serviços fúnebres, mas podem ser executadas para uma grande diversidade de experiências humanas (nascimentos, ação de graças, invocações para o bem e para o mal). As sessões de Kumina envolvem canto, dança e percussão e são de dois tipos principais: bailo, a forma mais pública e menos sagrada de Kumina (…); e country, a forma mais africana e séria, e em que a possessão normalmente ocorre.
Jamaica Journal, vol. 10, n.º 1, 1976

Kumina é um solo performativo onde se interroga a história íntima e universal ligada ao desenraizamento, bem como a relação complexa entre os continentes africano e europeu. Puxando o fio da infância, apoia-se numa narrativa de autoficção e em pequenos excertos de autores ligados ao exílio e à colonização para questionar as repetições da história e o nosso desalento comum face às tragédias contemporâneas. Tentando ligar, dentro de uma cronologia própria, o drama das boat people haitianas, o tráfico transatlântico e a tragédia que se vive ainda hoje no Mar Mediterrâneo, a sua narrativa junta-se assim à experiência universal do exílio.

Victor de Oliveira nasceu em Maputo, passou a adolescência em Portugal (onde começou a fazer teatro) e foi terminar a sua formação de ator no Conservatório de Paris, cidade onde vive desde então. Nos últimos anos colaborou sobretudo com Stanislas Nordey e Wajdi Mouawad. Encenou (e apresentou em Portugal) Magnificat a partir de Fernando Pessoa, Final do Amor de Pascal Rambert, Incêndios de Wajdi Mouawad, Limbo (no TBA, prémios SPA de melhor texto e melhor espetáculo) e As Areias do Imperador de Mia Couto.

Kumina is a solo where the intimate and universal histories of uprootedness are interrogated, along with the complex relationship between the African and European continents. Pulling the thread of childhood, it leans on an autofictional narrative and short excerpts by writers connected to exile and colonization in order to question the repetitions of history and our shared dismay in the face of contemporary tragedies. Attempting to connect, within a personal timeline, the drama of Haitian boat people, the Atlantic slave trade, and the tragedy still endured today in the Mediterranean, its narrative thus joins the universal experience of exile.

75 min.
A classificar pela CCE
12 Eur.
Passe Cultura apenas disponível na Bilheteira do TBA.


Texto, interpretação e encenação
Victor de Oliveira
Tradução
Mathilde Ferreira Neves
Colaboração artística
Céline Langlois
Espaço cénico
Margaux Nessi
Criação de luz
Diane Guerin
Criação sonora
Ailton Matavela
Direção de cena
Camile Faure
Legendagem
Katharina Bader
Produção
En Votre Compagnie, Paris
Coprodução
Teatro do Bairro Alto, Centre Dramatique National d’Ivry, Scène Nationale d’Évry
Apoios
Théâtre des Bergeries, Scène de recherche de l’Université Paris-Saclay, La Colline – Théâtre National, Ministère de la Culture, DRAC Île-de-France, Região Île-de-France, Instituto Francês


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