Cabíria (interpretada por Giulietta Masina, num papel comoventemente chapliniano) é uma jovem prostituta mergulhada no submundo de Roma. Apesar de uma vida marcada por desgostos e injustiças, Cabíria continua a acreditar no amor e na possibilidade de uma vida melhor. Um dia, conhece um homem aparentemente sincero disposto a casar-se. Uma “concretização” do neo-realismo, “superando-o numa reorganização poética do mundo” (André Bazin), e “talvez o mais belo de todos os filmes de Fellini”, segundo Manoel de Oliveira, As Noites de Cabíria revela-se uma profunda exploração da condição humana, entre o patético e o melodrama.
“Os momentos fortes [em Noites de Cabíria] são tão intensos que, para mim, é o melhor filme de Fellini. […] Quanta saúde neste homem, quanto domínio da cenografia, quanta mestria tranquila e quanta invenção divertida!
[…] Cabíria é uma criação felliniana que completa logicamente a Gelsomina de A Estrada, mas a técnica da personagem e da atuação é, desta vez, perfeitamente chaplinesca.” – François Truffaut
Prémios e Festivais:
Festival de Cannes 1957 – Selecção Oficial em Competição – Melhor Atriz (Giuletta Masina), Prémio OCIC
Prémios David di Donatello 1957 – Melhor Realização, Melhor Produção Óscares 1958 – Melhor Filme Estrangeiro
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