FRAGMENTOS DA VILA DE SANTIAGO (2007-2025): ARQUEOLOGIA URBANA EM SESIMBRA
pelos arqueólogos Luciana de Jesus e Rui Gil
Entre 2007 e 2025, sucessivas intervenções arqueológicas em contexto empresarial na malha urbana de Santiago, em Sesimbra, revelaram uma sequência ocupacional que vai dos escassos indícios da Idade do Ferro à plena romanização, marcada pela instalação e dinamização de pelo menos um complexo industrial de preparados de peixe, incluindo o célebre garum.
No período Tardo-Antigo, observa-se o declínio produtivo e o abandono da fábrica, redefinindo usos e sentidos do espaço urbano. A área parece, contudo, permanecer pouco ocupada até à Baixa Idade Média, quando os pescadores regressam com cabanas de madeira e, depois, estruturas em alvenaria, abrindo caminho à “Sesimbra piscosa” de Camões.
Inserida no programa Capela do Espírito Santo dos Mareantes – 20 Anos Cheios de Conversas
Núcleo Museológico da Capela do Espírito Santo dos Mareantes, Sesimbra
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