Esta conversa entre Ashley Shew e Diana Niepce convida-nos a repensar as interseções entre tecnologia, deficiência e justiça social, abordando o capacitismo presente nas narrativas tecnológicas. Em vez de refletir sobre as tecnologias apenas para “corrigir” corpos, Shew propõe ouvir as experiências dos “ciborgues reais”, quem vive com e através dessas inovações. A partir do seu livro Against Technoableism, Shew tem vindo a desafiar a percepção de que, neste contexto, as tecnologias são desenvolvidas numa ótica normativa da eficácia do corpo, e promove visões de futuros tecnológicos liderados por e para pessoas com deficiência, valorizando os saberes de comunidades historicamente marginalizadas.
Shew é professora associada em Ciência, Tecnologia e Sociedade na Virginia Tech e investigadora principal de um projeto de ensino superior que apoia a criação de um centro regional de tecnologia para a comunidade de pessoas com deficiência (DisCoTec), fornecendo orientação para o desenvolvimento de futuros tecnológicos orientados para a deficiência e estimulando a investigação nas áreas das humanidades, educação, artes e justiça.
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