(…) Cada peça, com sua singularidade, contribui para a construção de um léxico comum. Não se busca aqui um centro unificador, mas a afirmação de múltiplas margens que se entrelaçam. Neste espaço de tensão criativa, as estéticas não se anulam: escutam-se. A arte torna-se política não por representar o mundo, mas por redistribuir o que nele pode ser sentido e pensado. É nessa partilha — fragmentária, porosa e vibrante — que se esboça a possibilidade de um comum ainda por construir. E talvez, como sugere Leminski, seja mesmo essa a vocação do poema: fazer da linguagem um lugar habitável por todos. (…)
Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.