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18:30
O jornalismo europeu enfrenta novos desafios

O jornalismo europeu enfrenta novos desafios

Na quinta-feira, dia 3 de dezembro, pelas 18h30, o Goethe-Institut Portugal, em colaboração com a Universidade Cátolica de Lisboa, promove um debate online intitulado "Fake News - O jornalismo europeu enfrenta novos desafios", que contará com a participação dos seguintes convidados: Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Cátolica de Lisboa e investigadora no campo dos Estudos de Cultura, Bernhard Pörksen, professor de Estudos dos Media na Universidade de Tübingen e autor de livros sobre a matéria, e João Vieira Pereira, diretor do semanário Expresso. A moderação é assumida pela diretora da agência de notícias LUSA Luísa Meireles, que se ocupa do tema “fake news” há muitos anos. O evento faz parte da série de debates "Quo vadis, Europa?”.

O acesso quase ilimitado a informação permitido pela internet e a possibilidade, igualmente ampla, de divulgar a sua opinião através de redes sociais, conduziram à noção de que, no fim de contas, os factos mais não são do que opiniões. Um equívoco tão cómodo quanto funesto, que também conduziu à «imensa irritabilidade» (Bernhard Pörksen) caraterística do ambiente da comunicação na atualidade. Ao mesmo tempo, também a revolução proclamada a 9 de janeiro de 2007 por Steve Jobs, aquando da apresentação pública do iPhone («One more thing...»), abalou as fundações dos meios de comunicação tradicionais. Desde há vários anos que as receitas da publicidade e o número de assinantes das publicações têm registado uma forte redução. Numa altura em que tanto mais importante é o papel desempenhado pelos meios de comunicação de referência, tanto mais incertas são também as suas bases de sustentação económica e tanto mais suspeita pode ser a sua posição como gatekeeper. Esta evolução atinge, quase sem exceção, todos os meios de comunicação estabelecidos na Europa. Por isso mesmo se revela tão importante investigar quais as estratégias, para melhor se conseguir lidar com esta situação.

De que modo se alterou a relação entre o quarto poder e os restantes pilares do Estado democrático? 
Que propostas existem com vista a uma ética da comunicação na era das redes? Que aspeto poderiam assumir a disputa e a confrontação numa «era da pós-verdade», sem que sejam sacrificadas a consideração mútua e a civilidade?

Isabel Capeloa Gil é professora catedrática de Estudos de Cultura, reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e presidente da FIUC (Fundação Internacional das Universidades Católicas). Foi professora convidada na Alemanha (Saarbrücken, Munique), no Reino Unido, na Irlanda (National University of Ireland), em Itália (Univ. Ca’ Foscari, Veneza), no Brasil (PUC-Rio) e nos EUA (Univ. Pensilvânia e Univ. Stanford). É ainda Honorary Fellow da School of Advanced Study da Universidade de Londres. Foi fundadora da rede The Lisbon Consortium e é diretora do Programa Internacional de Doutoramento em Estudos de Cultura. É investigadora principal e fundadora do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura.

Bernhard Pörksen é professor de Estudos dos Media na Universidade de Tübingen e autor de vários livros. Entre os temas a que dedica a sua atividade de investigação contam-se a transformação dos media na era digital, a gestão de crises e da reputação, os modelos de comunicação, as teorias da comunicação, os estilos de encenação na política e nos media, bem como a dinâmica dos escândalos como espelho do atual debate sobre valores. A partir de 2002 lecionou Jornalismo e Ciências da Comunicação como professor auxiliar, em 2007 realizou provas de agregação, passando a lecionar Ciências da Comunicação e Estudos dos Media. Em 2008 tornou-se professor catedrático de Estudos dos Media na Universidade de Tübingen e em novembro desse mesmo ano foi eleito, a nível federal, «Professor do Ano». Entre 2009 e 2011 foi membro fundador e diretor-executivo do Instituto de Estudos dos Media da Universidade de Tübingen.

João Vieira Pereira. Licenciado em Economia pelo ISEG, iniciou a carreira de jornalista em 1997. Trabalhou no Jornal de Negócios onde foi responsável pela área de Macroeconomia e onde participou no lançamento do Canal de Negócios. Trabalhou também no Semanário Económico, onde foi responsável pelo lançamento do site do jornal e onde assumiu os cargos de diretor-adjunto e de diretor de 1999 a 2006. Integrou a redação do jornal Expresso nesse ano, primeiro como editor da área de Economia, seguindo-se a edição executiva em 2007. Em 2008 assume o cargo de sub-diretor do Expresso e em 2010 o cargo de diretor-adjunto, que acumula, a partir de 2013, com as funções de diretor da Revista Exame. Em Abril de 2019 assume a direção do Jornal Expresso. É comentador frequente de assuntos económicos na SIC e SIC Notícias.
 
O ciclo de debates "Quo vadis, Europa?" aborda os atuais desafios sociais, políticos, económicos e culturais da Europa. Líderes intelectuais, políticos e investigadores de Portugal e de países de língua alemã debatem questões europeias emergentes com o objetivo de incentivar a compreensão mútua e desenvolver opções políticas comuns para o futuro. Os iniciadores e veiculadores de "Quo vadis, Europa?" são o Goethe-Institut Portugal, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã e a Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa.
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