17:00
INTERESSES MAQUILHADOS

INTERESSES MAQUILHADOS

A exposição coletiva, de Alessandro di Giampietro, Julien Gallardeaux de Gomes, Paolo Gonzato, Lidija Kolovrat, com curadoria de Antonio Lettieri e Francisco Vaz Fernandes, inaugura a 13 de novembro das 17h00 às 20:00 e fica patente até quinta-feira, dia 14 de janeiro 2021.

Revolucionários, adolescentes, xamãs e padres, criminosos e atores, pessoas com transtornos mentais ou com vergonha de se expressar. Cada um desses tipos pode ser unido por um pequeno objeto, um símbolo, que caracteriza grande parte da humanidade e, tão mutável quanto as suas expressões ao longo dos séculos, continua a mudar e a evoluir: a máscara.
Na maioria dos casos, ao nomear a "máscara", alguns dos primeiros conceitos que a palavra pode lembrar estão provavelmente centrados na mentira ou pelo menos no mistério.
Temos a tendência de interpretar a máscara como um método para nos escondermos dos outros e não revelar um ou mais aspectos de nós mesmos.
As raízes do mascaramento são antigas e universais (desde o teatro da Grécia antiga, aos vários ritos carnavalescos) e as interpretações sobre ela são variadas, conflitantes e crenças comuns têm muitas vezes uma forte relevância na opinião geral: consequentemente, num mundo ocidental moderno, cujos rituais são cada vez menos explícitos e "chamativos", será a máscara realmente apenas mais um método de mentir e se esconder?
“Todo o homem mente, mas dê-lhe uma máscara e ele será sincero” - Oscar Wilde
Também é possível encontrar uma confirmação naqueles disfarces que não têm outra finalidade se não o lúdico e a celebração do traje, como nos campos das reconstituições históricas, dramatização ao vivo ou cosplay (da crase dos termos traje e brincadeira, é a prática de recriar e vestir a roupa de uma personagem de filmes, banda desenhada, séries animadas e muito mais), todas as actividades e passatempos que nos últimos anos parecem ter atraído um círculo de fãs cada vez mais diversificado.
Neste caso, a máscara quer ser um método de expressão pessoal que vai desde a simples apresentação de um figurino preciso e bem feito, até à criação de mundos inteiros e novas personagens e, numa espécie de mistura de géneros, a performance está conectada. E a arte teatral ao disfarce ritual.
Nos quatro exemplos apresentados na exposição, a máscara parece ser capaz de quebrar o estereótipo mais comum de mascaramento, cujo objetivo é apenas esconder a própria identidade; nestas situações, de facto, uma vez vestida, seja ela física ou imaginária, torna-se um método para comunicar (e não esconder) a própria condição, na tentativa de fazer compreender algo de si ou de estabelecer um diálogo em pé de igualdade.


Horário de funcionamento:
Quinta-feira das 11h00 às 20h00
Ou por marcação

[Devido à atual situação pandémica os horários poderão sofrer alterações, pedimos a vossa compreensão]
-

The group show, with Alessandro di Giampietro, Julien Gallardeaux de Gomes, Paolo Gonzato and Lidija Kolovrat, curated by Antonio Lettieri and Francisco Vaz Fernandes, opens on 13 November from 5pm to 8pm, and will run until Thursday 14 January 2021.

Revolutionaries, teenagers, shamans and priests, criminals and actores, people with mental disorders or ashamed to express themselves. Each one of these types, can be connected by a small object, a symbol, that caracterizes a big part of humanity and, as mutable as its expressions over the centuries, it keeps changing and evolving: the mask.
In most of the cases, in naming "mask", some of the first concepts that the word might remind, are probably centered in lie or at least, in mystery.
We tend to interpret the mask as a method to hide ourselves from others and to not reveal one or more aspects of ourselves.
The roots of masquerading are old and universal (from the theatre of ancient Greece, to the several carnival rites) and have various interpretations, conflicting and common beliefs usually have a strong relevance in the general opinion: therefore, in an occidental modern world, in whose rituals are increasingly more explicit and appealing, is the mask really just one more method for lying and hiding?
"Man is least himself when he talks in his own person. Give him a mask, and he will tell you the truth." Oscar Wilde
You can also find a confirmation in those disguises that don't have a purpose other than playful and the celebration of the costume, like in the fields of historical restitutions, live dramatization or cosplay (from the crase of the terms costume and play, is the practice of recreating and wearing the clothes of a character from a movie, comics or animated series, and much more), all the activities and hobbies that lately seem to have attracted an increasingly diverse circle of fans.
In this case, the mask wants to be a method of personal expression that goes from the simple presentation of a figurine precisely made, until the creation of an entire world and new characters and, in a sort of mix of genders, the performance is connected. And theatrical art to ritual disguise.
In the four examples presented in the exhibition, the mask seems to be capable of breaking the more common stereotype of masquerading, whose purpose is just to hide one's identity; in these situations, in fact, once worn, being physical or imaginary, it becomes a method to communicate (and not to hide) one's own condition, in the attempt of making understand something about one's self or of establishing a dialogue on a par.


Business hours:
Thursday from 11 am to 8 pm
Or by appointment

[Due to the current situation, the time of the event might suffer some changes, we ask for your comprehension]
Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.
Download App iOS
Viral Agenda App
Download App Android