20:00 até às 23:59
Tertúlia Literária de Os Meninos da Avó, em Sintra

Tertúlia Literária de Os Meninos da Avó, em Sintra

Os Meninos da Avó retomam as suas tertúlias literárias em Setembro, normalmente na última quinta-feira de cada mês, no Café Legendary, em Sintra. deste vez em foco estará o grande escritor Manuel da Silva Ramos, como o seu último livro "Moçamlabique" de que aqui apresentamos uma SINOPSE:

Sebastião Barbosa, um professor de Português e História expulso do ensino oficial, empreende uma viagem a Moçambique depois de um divórcio conflituoso. Em terras africanas muda de nome e já com novo patronímico vai mergulhar nas noites loucas de Maputo, enquanto tenta adquirir a cabeça do presidente Samora Machel para ampliar a sua colecção de crânios.

Depois de uma busca incessante por várias regiões do país, onde se vai africanizando, Sebastião Inhambane regressa a Portugal com Graça, a mulher da sua vida, e funda um falanstério hortícola na periferia de Lisboa, onde acolhe os desventurados nacionais, ao mesmo tempo que entabula uma nova História de Portugal – agora com reis negros.

Hino à solidariedade humana, à extravagância temática e à criatividade literária, características que conferiram a Manuel da Silva Ramos um lugar à parte nas letras nacionais, Moçalambique é um canto maravilhoso às paisagens moçambicanas, aos seus costumes ancestrais, às suas mulheres afirmativas e aos homens benevolentes da Terra da Boa Gente. 


Durante o habitual jantar vegetariano ou tradicional o pintor Júlio almas apresentará "algo" que o seguinte texto de sua autoria deixa entrever:


O Imperdoável
Se vós, amigos, esqueceis, se escarneceis o artista,
E entendeis mesquinho e vulgar o espírito mais fundo,
Deus perdoa-vo-lo; mas não perturbeis
Nunca a paz dos que se amam.

Hölderlin, 1796-1798

 
No inicio foram precisos dois – um para fazer; outro para contemplar.

Depois, talvez tenham discutido – o que fez, tornou-se contemplativo; o outro, cresceu artista –, talvez assim porque a arte nunca mais nos abandonou.

E aquele Caravaggio? Aquele que naufragou por fim numa praia. Esse mesmo que reencontrou Manet em Madrid. Esse incógnito que pendurado nas paredes recriou a primeira reunião dos artistas – ele imóvel na imortalidade do belo, talvez a forma mais pura de contemplar o fazer

Depois o comboio chegou a Sintra e chovia. E os artistas impelidos pela gravidade, pela necessidade, sentaram-se à mesa do café e contemplaram – a chuva lá fora, os copos que vão cinzelando o à vontade, e, muito principalmente, o fazer.

Não é necessário ir ao Prado para estar entre nós, nem uma mesa da Brasileira do Chiado, nem Sintra, nem chuva. A necessidade dos artistas é a dos homens – juntar as mesas; juntar os copos; juntar as ideias inacabadas e delas fazer.

 
Júlio Almas, Sintra 2017
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