18:00 até às 20:00
Il pittore e la modella

Il pittore e la modella

O pintor e a modelo / Il pittore e la modella
O corpo que olha / Il corpo che guarda

Pedro Andrade, Cesare Biratoni, Leonel Cunha, Ermanno Cristini, Armida Gandini, Jorge Leal, Federica Pamio, Pedro Pascoinho, Carlos Seabra, Luca Scarabelli

Inaugura Sábado, 30 de Julho, às 18.00h
De 30/07/2016  a 06/08/2016


“Vê algo?”, pergunta Poussin a Porbus.
“Não.  E você? "
“Nada'"

Assim escreve Balzac em  A obra prima desconhecida, como que a confirmar as palavras de Celan, segundo o qual “diz a verdade quem diz sombra”. 

“O pintor e a modelo” é um topos  da criação artística, e sua verdade está na vertigem de um corpo, o da modelo, que encontra outro corpo, o do pintor.
Uma "catástrofe", a da pintura, que se consuma num corpo a corpo no qual o sujeito muda constantemente. Um diálogo metamórfico e ilusório, em suma, que não pode se não resolver-se no olhar com olhos fechados, para ver, com Bataille, aquilo que ultrapassa a possibilidade de ver.
Assim, a inspirar esta exposição está a busca daquela outra nudez que está sempre para além de cada nudez; uma dimensão quase secreta, uma questão de fronteiras porosas e esfumadas, de limites incompreendidos, caminhos num diálogo entre dez artistas empenhados em cruzar os seus olhares à volta da pergunta: o corpo? Onde está o corpo? 


" 'Scorgete qualcosa?', chiese Poussin a Porbus.
'No. E voi?'
'Nulla' "

Così Balzac ne Il capolavoro sconosciuto, quasi a conferma delle parole di Celan, per il quale "dice verità chi dice ombra".

"Il pittore e la modella" è un topos del fare artistico, e la sua verità sta nella vertigine di un corpo, quello della modella, che incontra un altro corpo, quello del pittore.
Una “catastrofe”, quella della pittura, che si consuma in un corpo a corpo nel quale i soggetti mutano di continuo. Un dialogo metamorfico e inafferrabile, insomma, che non può che risolversi nel guardare ad occhi chiusi, per vedere, con Bataille, ciò che eccede la possibilità di vedere.
Così, ad ispirare questa mostra è la ricerca di “quell’altra” nudità che sta sempre oltre ogni nudità; una dimensione quasi segreta, una questione di bordi porosi e sfuocati, di limiti fraintesi, percorsi in un dialogo tra dieci artisti impegnati a incrociare i propri sguardi attorno alla domanda: il corpo ? Dov’è il corpo?
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