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Exposição 'dran', de Orlando Franco - 06 de junho a 31 de julho

Exposição "dran", de Orlando Franco - 06 de junho a 31 de julho

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Orlando Franco é um artista visual sediado em Lisboa. A sua prática cruza

vídeo, fotografia, instalação e desenho, explorando as múltiplas possibilidades

da imagem, muitas vezes em diálogo com o imaginário cinematográfico. O seu

trabalho investiga conceitos como tensão, esforço e suspensão, erro e falha,

peso e leveza, realização e frustração. Expõe com regularidade desde o início dos

anos 2000, em contextos institucionais e independentes. Paralelamente à sua

prática artística, desenvolve atividade como curador independente e professor

universitário.


A palavra que serve de título para esta exposição não fixa um sentido, desloca-se

entre línguas e usos, oscilando entre o gesto, o som e a máquina. Nesse intervalo

instável, instala-se um conjunto de obras que orbitam o imaginário do cinema,

enquanto experiência sensorial e psíquica, mas, sobretudo, como espaço de

construção da alteridade.


O projeto inicia-se com uma instalação de vídeo, onde a imagem de olhos

humanos é sujeita a um gesto invasivo. A visão torna-se matéria, resistência

e limite físico. A partir daí, a exposição desenvolve-se como uma sequência de

imagens-clarão de natureza traumática, onde o olhar se desprende do corpo

e passa a habitar dispositivos, superfícies e distâncias.


Entre a memória do cinema como espaço de alteridade, onde o drama, o medo e

o suspense encontram forma, e a brutalidade do real, dran aproxima-se da lógica

do drone: ver de cima, à distância, com precisão e frieza calculada. No entanto,

esse olhar, que se apresenta como absoluto, revela-se instável, atravessado por

ruído, contaminado pelo sonho e interrompido quando se tenta fixar.


A exposição é acompanhada por um texto que a atravessa. Uma escrita

fragmentária onde sonho, ruído e deslocamento constroem um campo paralelo

à experiência visual.


Na dualidade entre o corpo e a máquina, entre o cinema e a sua falha, entre

o olhar e a sua interrupção, dran constrói-se como um campo de tensão. Não

propõe uma leitura, mas uma condição: a de estar diante de imagens que nos

obrigam a desviar, ligeiramente, o caminho.


Com o apoio: Art Dispertion | Beltrão Coelho | Universidade Lusófona

(Departamento de Cinema e Artes dos Media – DCAM)

Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.
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