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18:30
QUÊS MOCE 2.0  |  Concerto intimista no 'Kriolo Sounds - Cada Nota, Uma Estória'

QUÊS MOCE 2.0 | Concerto intimista no "Kriolo Sounds - Cada Nota, Uma Estória"

10€

CCCV apresenta:
QUÊS MOCE 2.0 | Concerto intimista no "Kriolo Sounds - Cada Nota, Uma Estória"

Sexta-feira , 26 de junho | 18.30 horas
CCCV - Centro Cultural de Cabo Verde | Rua de São Bento, 640

ENTRADA: 10€ | Reservas: 210 187 393 / pt.cccv@mnec.gov.cv


Sobre QUÊS MOCE

Em 1977 nasceu o Grupo Quês Moce, que viria a lançar o LP intitulado “Pará B’ Ôvi”. Não havia uma filosofia programática, nem manifesto estético: existia, sim, o puro prazer de tocar juntos, a alegria das tocatinas partilhadas e a consciência de que todos os elementos traziam em si um potencial próprio, capaz de acrescentar um sopro de qualidade e frescura à música tradicional cabo-verdiana.

Na escolha do repertório, dois temas de autores maiores – Eugénio Tavares e B. Léza – foram incluídos como faróis seguros, garantindo, de algum modo, a boa saída do disco e a ligação orgânica à grande tradição das ilhas.

O grupo era formado por Dany Silva, Humberto Évora, Bilocas Lima, Miquinha, Kotchy, Evaristo, e Zeca Lima, companheiros de longas noites de música em Campo de Ourique, Lisboa, onde a saudade do Cabo Verde Atlântico encontrava consolo nas cordas e nas vozes.

A capa foi concebida pelo artista Nelson Lobo, e o trabalho viu a luz do dia com a edição da firma SILSOM.
O álbum “Pará B’ Ôvi” reuniu doze temas, entre mornas e coladeiras, que desenham um mapa afetivo e musical da cabo-verdianidade:

Cok e Bafa (Miquinha) /// Incerteza (Dany Silva) /// Ratchá Vichi (Popular) /// Um Sunhá (Miquinha /// Humberto Évora) /// Paiof (Bilocas Lima) /// Volta do Boémio (Adelino Moreira) /// Resposta de ‘Vrá Tchif’ (Manduka / Dany Silva) /// Ildut – In Memoriam (Miquinha) /// Inflação / Revolução (Miquinha) /// Djam Crêbo (Eugénio Tavares) / 12 de Setembro (Humberto Évora) /// Eclipse (B. Léza)

Quase meio século depois, mantendo o mesmo espírito de diletantismo musical – entendido aqui como amor gratuito à arte – mas enriquecido por novas experiências, maturidade e energias renovadas - renasce QUÊS MOCE 2.0, com um novo trabalho de estúdio sob o título “Sentimento Perdido”, evocando tradição, porém enformado com novas ideias e inspirações conceptuais no plano harmónico, melódico e orquestral.

Este novo projeto apresenta um elenco inter-geracional e internacional que junta memórias coletivas, reinvenção, novas formas de criar e de compor música de Cabo Verde: Humberto Ramos assume os teclados e a direção musical e artística; Dany Silva, Ana Firmino, Djone Santos, Frabizio Croce, Rui Gomes e Íris Lima dão voz às emoções; Humberto Évora e Bilocas Lima contracenam, fazendo chorar e sorrir os violões; Pinúria (JL Ramos) faz pulsar o baixo elétrico; Blimundo imprime o coração rítmico na bateria e percussão; Filippo Baraldi e Ivan Stabila cobrem o fundo com as cordas dos seus violinos.

No plano temático, o álbum “Sentimento Perdido” reúne dez composições: oito mornas com letras em crioulo de Cabo Verde, uma com letra em dialeto italiano, e uma única coladeira, homenagem singular a este género de ritmo quente e cativante. O álbum integra, também, composições inteiramente instrumentais, onde a palavra cede lugar à eloquência pura dos vários instrumentos num intrincado harmonioso com sabor a crioulidade e a morabeza.

Do ponto de vista histórico-musical, todas as composições são inéditas, revelando uma notável e original complexidade harmónica e melódica, que se afirmam como um contributo sólido e atrativo para o engrandecimento contínuo da já tão apreciada música cabo-verdiana em todos os quadrantes.

“Sentimento Perdido” desdobra-se numa conjugação de suavidade e doçura, tocando o mais profundo da sensibilidade cabo-verdiana. Cada faixa é um pequeno quadro sonoro que retrata episódios, paisagens, afetos e lugares do quotidiano convivencial crioulo, desde o luar das serenatas, às praias douradas, ao azul do nosso mar e céu, através dos seguintes temas:
• Amigo Certo (Tututa Évora)
• Sentimento Perdido (Humberto Évora)
• Luska (Bilocas)
• Praia de Norte (Bilocas)
• Duminica (Fabrizio Croce)
• Prenúncio (John Santos)
• Convivência (Sónia Évora)
• Violão (Miquinha & Dany Silva)
• Ê ka Sonhu (Miquinha)
• Noti di Ronda (Daniel Rendall)

Temas inéditos, experiências musicais renovadas, e recurso às tecnologias instrumentais do século XXI, fazem deste trabalho um elenco sonoro capaz de tocar o fundo da alma crioula, despertando saudades, provocando arrepios melódicos, avivando sentimentos românticos, convidando ao relaxamento espiritual, e a um verdadeiro estado de serenidade e contemplação.

QUÊS MOCE 2.0, com o álbum “Sentimento Perdido”, convida a escutar, a encantar-se, a deliciar-se, e a vibrar com a eterna morabeza musical e com a atlanticidade das Ilhas. Mindelo, Dedicado ao Solstício de Dezembro de 2025.
/ José Luiz Ramos /

Aceda à Memória Descritiva neste link: https://www.youtube.com/watch?v=MU0NdwveKtQ



Sobre o projeto "Kriolo Sounds – Cada nota, Uma Estória":

“Kriolo Sounds – Cada Nota, Uma Estória” é um projeto musical que tem como finalidade apoiar artistas de Cabo Verde e dos restantes países da CPLP e dar a conhecer ao público a música destes países. Mensalmente um artista faz uma apresentação intimista para uma pequena plateia.
O artista não recebe cachê, mas o valor da entrada paga pelo público é-lhe entregue diretamente, sem a intermediação ou intervenção de qualquer agência de representação.
A participação no “Kriolo Sounds” é feita por convite do CCCV dirigido diretamente ao artista ou através de manifestação deste junto do CCCV.

Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.
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