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A ÁRVORE QUE SANGRA | Angus Cerini

A ÁRVORE QUE SANGRA | Angus Cerini

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«- Com um buraco de bala no pescoço essa tua cabeça de burro nunca teve tão bom ar.» Assim começa “A Árvore que Sangra”, peça do dramaturgo australiano Angus Cerini. Pela primeira vez nos palcos portugueses em coprodução do Teatro da Rainha com o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, “A Árvore que Sangra” estreou em Março deste ano com encenação de Fernando Mora Ramos e tradução e dramaturgia de Isabel Lopes. Estará dias 4, 5 e 6 de Junho, às 21h, no novo Teatro Paulo Claro, casa dos Artistas Unidos, em Lisboa.

Numa quinta a alguma distância de uma cidade rural no árido interior australiano, um tiro ressoa na noite silenciosa. Três mulheres, uma mãe e duas filhas, levadas pelo desejo de vingança contra os maus-tratos e abusos de que foram vítimas anos a fio, acabam de matar o pai de família. O que fazer ao cadáver?

Esta é uma peça sobre violência doméstica, abuso sexual, machismo extremo, mas também sobre os silêncios de uma comunidade condescendente com a crueldade próxima. A escrita de Cerini, pautada por diferentes camadas de humor negro, desloca-nos para espaços nada naturalistas. Com um ambiente próximo das murder ballads, as réplicas das três mulheres em cena vão evocando diversas personagens – o pai, vizinhos, família distante – atravessando tempos e projectando um futuro que corresponda a uma ideia de regeneração libertadora.

Diz Fernando Mora Ramos: «Neste processo estará o ciclo da vida, tudo regressa à terra e sendo cinza, estrume, tudo pode ser alimento de nova vida, de beleza. O roseiral é o recomeço radical de nova vida. Creio que será isso o mais importante a reter.»

FICHA ARTÍSTICA
Autor | Angus Cerini
Tradução e dramaturgia | Isabel Lopes
Encenação e dispositivo cénico | Fernando Mora Ramos
Desenho de luz | Hâmbar de Sousa
Banda sonora e desenho de som | Francisco Leal
Pintura de pano terra | Bartolomeu Gusmão
Guarda Roupa | Acervo do Teatro da Rainha
Interpretação | Isabel Lopes, Mafalda Taveira e Marta Taveira
Criação de imagem e design gráfico | José Serrão

M/16 | 90m

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Transportes:
Carris: 718, 728, 781, 210 (nocturno) - paragem Poço do Bispo
Carris: 718, 728, 210 (nocturno) - paragem Palácio da Mitra
(o Teatro é entre as duas paragens, a uns 100 metros de distância)
CP (Linhas da Azambuja e Sintra): Estação Braço de Prata
Estação GIRA - Poço do Bispo
Estacionamento gratuito nas imediações.

ARTISTAS UNIDOS
artistasunidos@artistasunidos.pt
bilheteira@artistasunidos.pt

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