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MARCO OLIVEIRA & JOSÉ PEIXOTO
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Caminho é quanto fica da viagem - Marco Oliveira e José Peixoto apresentam um disco íntimo imerso na toada e na lírica portuguesas. Um encontro musical único nascido da cumplicidade entre os dois músicos e compositores de Lisboa. Em 2021 Marco Oliveira desafiou José Peixoto para uma participação especial no Teatro São Luiz, em Lisboa, e ambos vislumbraram um abraço musical. Depois de editado o álbum Ruas e Memórias, disco marcado pela presença do produtor José Mário Branco em 2019, Marco Oliveira sentiu necessidade de aprofundar as canções e percorrer com um outro olhar as mesmas ruas pela mão de um amigo comum. Uma respiração intensa entre duas guitarras, doze cordas e um canto que nos convida a reflectir acerca da nossa identidade, esse longo rio que a vida vai tecendo. Neste álbum escutamos canções originais para as palavras dos mais importantes poetas portugueses do séc. XX: Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner, Sebastião da Gama e Miguel Torga são os escritores que fazem parte desta recolha musical com a poesia voltada para o oceano.Caminho é quanto fica da viagem é o quarto álbum de estúdio do músico e cantautor Marco Oliveira. A frase é retirada do Fado das Nuvens, uma canção inédita de José Mário Branco que serve de mote para a narrativa e dá continuidade à produção musical assumida pelo compositor no terceiro disco de Marco Oliveira - Ruas e Memórias - gravado em 2019 nos estúdios Valentim de Carvalho e editado pela Sony Music em 2021. A história do novo disco é inspirada na vida de António dos Santos (1919-1993) marinheiro e fadista que viajou longos anos no mar e que personifica as histórias de marinheiros presentes nas canções. No seu tempo ficou conhecido com o tema Partir é morrer um pouco, uma toada íntima lisboeta e um estilo único numa voz dolente cantando a melancolia de quem se ausenta da terra-mãe. Um canto intenso de torna-viagem percorrendo os cais do mundo e levando a nostalgia do fado consigo.A produção musical do disco, bem como os arranjos e a sonoridade da narrativa poética, é assumida pelo guitarrista José Peixoto, um dos grandes músicos e compositores portugueses com mais de duas dezenas de discos gravados em nome próprio, bem como a marcante presença em vários grupos como Madredeus, El Fad e Lisboa String Trio. O estúdio Ponto Zurca é o espaço que acolheu a criação artística com direcção técnica de Sérgio Milhano. Além de temas originais, o álbum contém poemas dos mais importantes escritores portugueses do séc XX: Eugénio de Andrade, Sebastião da Gama, Sophia de Mello Breyner Andresen e Miguel Torga são alguns dos autores que estarão presentes no alinhamento, após um longo trabalho de recolha e imersão literária em parceria com a actriz Ana Sofia Paiva. Constam ainda dois fados no alinhamento: Fado Bizarro com o poema Fermoso Tejo Meu de Francisco Rodrigues Lobo (1580-1622) e Fado das Nuvens um fado inédito recolhido no arquivo musical do compositor José Mário Branco com o poema Tudo. Este será assim um trabalho em que podemos descobrir um pouco mais sobre a cultura e o património de canções marítimas e a nossa imensa relação com a memória litoral portuguesa.Pretende-se com esta obra compreender a influência das navegações trágico-marítimas para a expressão poéticomusical na cultura portuguesa e a enorme herança deixada pelo autor António dos Santos no cantar tradicional da cidade à beira-rio. A nossa história e a nossa lírica portuguesa nasce dessa relação profunda com o oceano e desse olhar lúcido constantemente voltado para o desconhecido, para a eterna tentação do mar, não como chegada mas como destino, imaginando todos esses mundos por descobrir. Este trabalho pretende uma reflexão sobre o nosso próprio caminho: embora o nosso quotidiano esteja absolutamente enraizado na terra, sem termos conhecido essas longas viagens e essa dura realidade na imensidão do oceano, nunca nos sentimos tão humanamente inseguros e à deriva como na época que estamos a atravessar. No fundo já nos sentimos essa pessoa a enfrentar os perigos, as nossas indecisões e a travessia incerta que o mundo contemporâneo continua a impôr. No mar aprendi sobretudo a não ter medo de nada e a ter medo de tudo. Porque o mar afastou-me muitos anos da terra... A balada que comecei a cantar nasce nas pessoas que vivem longe da pátria. António dos Santos
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