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o dia celebra o amanhecer
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A Lehmann apresenta a primeira exposição individual de Maria Paz Aires (n. 1998, Porto), reunindo um corpo de trabalho recente que cruza escultura, desenho, pintura e instalação.
Através da tensão entre diversos materiais, a prática de Paz explora a fluidez do corpo e da identidade, observando e articulando simbioses entre o humano, o animal e o vegetal, procurando novos modos de compreender a vida e a generosidade do planeta.
Licenciado em Escultura pela FBAUL e com mestrado pelo Institut Art Gender Nature (HGK) em Basileia, Paz encontra-se atualmente, e até 26 de maio, em residência no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa.
O seu percurso inclui exposições na Galeria Municipal do Porto (com Joan Jonas), Museu do Caramulo (em colaboração com a Culturgest), Bienal da Maia e Galeria Zé dos Bois, além de mostras internacionais em Basileia, Roma e na Trienal de Sarria, em Espanha. O seu trabalho integra as coleções públicas da Caixa Geral de Depósitos e da Câmara Municipal do Porto. Juntamente com Joana da Conceição, forma o coletivo Xeno-fera.
"(...) O território da celebração é o território da excentricidade (daquilo que está fora do centro), da marginalidade, da lateralidade assumida, da invisibilidade visível, da riqueza não-normativa, da indistinção, da indisciplina e da construção partilhada.
Arriscaríamos afirmar que é este o território habitado pelos seres imaginados por Maria Paz Aires. As visões imaginadas que vai materializando, a cada nova apresentação pública, aproximam-nos de um universo pleno, rico, amplamente diverso e em constante reformulação. São seres cambiantes, desmultiplicados, desmembráveis, fruto de operações simples, de fusões, repetições e sobreposições, articulações e inter-penetrações várias. São seres que surgem da imensa vontade de contaminação, de um permanente alargamento das suas possibilidades formais, de experiências vivas e profundamente livres. A sua condição impermanente e fluida permite-lhes a assumpção de instâncias diversas na sua condição existencial, permite-lhes a fractura, a dobra, a separação, a divisão e a desmultiplicação, permite-lhes a mudança de estado, mas também a mudança de escala, e a afirmação segura de que a sua condição presente é atravessada por toda a história das suas múltiplas condições passadas. (...)".
ANA ANACLETO
Excerto do texto da exposição
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