18:00
Tertúlia livre: Quanto pesa, mede e custa o amor?
Numa época em que tudo se quantifica, o amor escapará à régua?
Vivemos tempos em que medir virou hábito. O impulso de categorizar, avaliar e comparar, herdado das ciências exatas, foi chegando aos afetos quase sem pedir licença. Psicólogos, sociólogos, economistas e engenheiros competem na criação de instrumentos capazes de quantificar o que sentimos, enquanto o senso comum alimenta clichés na esperança de encontrar a métrica perfeita. O objetivo é sempre o mesmo: uma escala que nos permita emitir um veredicto — bom/mau, suficiente/insuficiente, adequado/inadequado.
E não se trata apenas de medir. Trata-se também de precificar. O amor passou a ter o que os economistas chamam de custo de oportunidade — a ideia de que ficar com alguém implica abrir mão de todas as outras possibilidades. Ir a um encontro tornou-se um exercício de triagem (as famosas red flags); permanecer numa relação pressupõe que os ganhos superem as perdas, caso contrário troca-se. E mesmo a dois não raro se acredita que uma das partes ama mais do que a outra, como se o amor fosse algo a repartir em quotas.
Mas será mesmo possível medir o amor? E fará sentido vivermos os afetos como se fossem um exercício de contabilidade?
É sobre isto que queremos conversar. Junte-se a nós na próxima tertúlia do grupo Amor e Sexualidade.
Venha e dê o seu contributo.
Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.

