21:00
Zebro: Projecto de Bandino Soares & Luis Beirão
2.05.26
Às 21.00h
Zebro: Projecto de Bandino Soares & Luis Beirão
Projecto que pretende mergulhar nas raízes musicais e poéticas da cultura portuguesa, e a partir daí criar algo novo, fundindo poesia dos mais variados autores com músicas originais mas também algumas bem conhecidas em "casamentos" consequentes e coerentes, ainda que por vezes pareçam inesperados e altamente improváveis.
Pretende-se explorar a interdisciplinaridade e complementaridade entre música e poesia, umas vezes tendo como ponto de partida a lógica, a musicalidade e os ritmos das palavras, outras vezes seguindo os caminhos para os quais a melodia, a musicalidade e os ambientes criados por determinadas músicas nos remetem. Na maioria das vezes, fusionando os vários caminhos que se bifurcam e promovendo a interpenetração (que na maioria das vezes não deixa de ser intuitiva) de ambas as dimensões, a fim de criar uma dimensão e um ambiente que se quer converter numa (outra) construção alternativa, capaz de apelar à lógica, mas também à emoção e aos sentidos.
O objectivo é criar uma conversa e uma narrrativa (em forma de música e de poesia que muitas vezes se misturam e sobrepõem), a partir das muitas conversas e temáticas reais e metafóricas para as quais as palavras e as melodias nos remetem.
PORQUÊ ZEBRO ?
O zebro era uma espécie de equídeo selvagem que vivia nas zonas interiores da Península Ibérica, até à sua extinção no século XVI.
As crónicas medievais descrevem o zebro como um animal parecido com o burro doméstico, mas mais alto e forte, muito veloz e com mau temperamento, de cor de tijolo e com o pêlo riscado de cinzento e branco no dorso e nas patas.
Nos locais onde foi abundante, conservam-se vários topónimos relacionados com este animal, como Ribeira do Zebro, Casas da Zebreira, Vale de Zebro, Zebreira , Zebral e Zebraínho, Pedrafita do Cebreiro, Cebrones del Río, Valdencebro, Cebreros, Encebras, etc
Quando os navegadores portugueses começaram a explorar o litoral africano e chegaram ao Cabo da Boa Esperança, nos finais do século XV, encontraram uns equídeos riscados a que deram o nome de zebras, nome por que são conhecidos hoje em dia estes animais em quase todas as línguas do mundo.
Blandino Soares
Músico e compositor. Estuda e explora criativamente a cultura musical tradicional e popular de expressão portuguesa. Fez parte de projectos musicais como Chamaste-m'ó?! convinha tradicional, Le Partisan, entre outros. Fez também música para teatro, e musicou poesia de poetas consagrados e não consagrados, antigos e contemporâneos. É multi-instrumentista e recorre a uma grande variedade de instrumentos, mas para já neste projecto recorrerá essencialmente à guitarra e à concertina.
Luís Beirão-
Performer, comunicador, tradutor e poeta. Tem um par de livros publicados e poemas em várias antologias. Partilhou a sua escrita através de vários canais e dos seus projectos performativos. É um andarilho e amante convicto da "poesia viva" e dos mundos e potencialidades que podem ser abertos através performance poética. Foi membro durante décadas em várias iniciativas , projectos e eventos, em nome individual ou colectivo. Foi responsável pelo bar Olimpo, dedicado a eventos culturais.Poesias e músicas de Miguel Torga, Zeca Afonso, Blandino Soares, tradicionais galegas e portuguesas, João Rios, Eugénio de Andrade, João Habitualmente, Regina Guimarães, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Reinaldo Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Herberto Hélder, Al Berto, Alexandre O'Neill, David Mourão-Ferreira, Sebastião da Gama, Mário Cesariny, Augusto Gil, João de Deus, Viriato da Cruz, António Jacinto, António Lobo Antunes, Ary dos Santos, Sousa Braga, Jorge de Sena, Casais Monteiro, Manuel Alegre, Sá Carneiro, etc, etc.
Duração prevista: 1 h 20/30 m, com 15/20 m de intervalo.
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