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Corvos + Pelas sombras // ciclo de cinema «A alegria do mundo toda inteirinha numa tela»
𝗖𝗼𝗿𝘃𝗼𝘀
Akira Kurosawa (1990, 10')
[episódio de Sonhos]Kurosawa escolhe Scorcese para interpretar o pintor Van Gogh. Neste episódio, Kurosawa aproxima-se de Van Gogh e Scorcese não como rival, nem sequer como igual, mas como estudante, cheio de questões e com o desejo de compreender os métodos e os motivos do artista.
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𝗣𝗲𝗹𝗮𝘀 𝘀𝗼𝗺𝗯𝗿𝗮𝘀
Catarina Mourão (2010, 83')Lourdes Castro (1930-2022) foi uma das maiores artistas portuguesas da segunda metade do séc. XX e início do séc XXI. Fascinada pelo seu trabalho (adolescente, assistira no CAM aos seus “teatros de sombras”), Catarina Mourão quis fazer um filme com a artista e Pelas Sombras foi realizado na localidade madeirense do Caniço, na casa que Lourdes construiu com o marido, o artista Manuel Zimbro, quando, depois de muitas décadas a viver em Paris e em Berlim, decidiram voltar para Portugal. E Catarina fascina-se de novo, com a “magia no quotidiano das coisas”, e filma Lourdes no seu espaço e na sua quietude, a tratar das plantas, a revisitar os seus álbuns de família, os livros de artista. Os gestos de todos os dias, o respirar.
𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 «𝐀 𝐚𝐥𝐞𝐠𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐧𝐮𝐦𝐚 𝐭𝐞𝐥𝐚»
Segundas-feiras às 21h
Filmes apresentados e debatidosA pintura e o cinema vivem em cumplicidade há mais de cem anos, revelando inúmeras afinidades estéticas e formais. Na verdade, são duas artes que desejam fixar, através da imagem, a vida das pessoas e o mundo. O pintor e o cineasta materializam visualmente o seu universo na tela em branco: numa, a imagem é pintada; na outra, é projetada. Será o pintor um realizador do instante? Será o cineasta um pintor do movimento? Entre eles existe diálogo e uma troca incessante de cores, formas, sentimentos e imagens.
No entanto, percebe-se que o cinema, há muito, sente um fascínio singular pelo acto da criação artística, especialmente pela pintura. Os realizadores, enquanto criadores de imagens, ao produzirem biografias filmadas de pintoras e pintores - alguns aclamados, outros desconhecidos - também mitificam e constroem símbolos. Entre o conhecimento histórico e a subjectividade, a sétima arte não se limita a representar a pintura e os seus protagonistas: desvenda-os, reinventa-os e projeta-os na tela.
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