A singularidade cosmopolita da obra de José Rodrigues Miguéis na literatura portuguesa justifica novos olhares sobre a sua escrita. Lisboa, Bruxelas e Nova Iorque são planos objectivos numa escrita que se propunha a destacar os “casos da vida”, a partir do prisma de um repórter do acidental. Incompatível com o espírito de corpo alheio dos movimentos literários, solidário com a fortuna hercúlea dos desvalidos, Miguéis encontrou as condições (geográficas e políticas) indispensáveis para uma arte libertada das convenções nacionais.
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