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Raia, Identidades e Contrabando: A Fronteira Invisível
A primeira actividade da nova temporada do Património Cultural do Festival Terras sem Sombra desenrola-se sob o signo de uma herança intangível, mas profundamente enraizada nas terras de fronteira: a memória da raia.
Com ponto de encontro na igreja paroquial de Nossa Senhora da Esperança, a tarde de 28 de Fevereiro (15H) é dedicada ao tema «Raia, Identidades e Contrabando: A Fronteira Invisível», numa iniciativa organizada em parceria com os Municípios de Arronches (Portalegre) e La Codosera (Badajoz).
Arronches situa-se numa das fronteiras mais antigas da Europa, definida em 1297 pelo Tratado de Alcanizes. Ao longo dos séculos, esta linha no mapa foi sendo mais do que um limite político: tornou-se espaço de encontro, de partilha e também de resistência. No século XX, o contrabando assumiu-se como prática recorrente de subsistência, tecendo redes informais de solidariedade entre aldeias portuguesas e espanholas. A raia foi igualmente território de passagem para refugiados e opositores políticos, deixando marcas profundas na memória colectiva.
Esta actividade propõe uma leitura da fronteira como espaço histórico e social ainda vivo no quotidiano. Habitantes de Arronches e de La Codosera encenam quadros vivos do contrabando na freguesia de Esperança, onde se encontra a ponte internacional mais pequena do mundo.
Venha descobrir como a história se cruza com a identidade e como a memória colectiva continua a moldar o território.
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