Ainda esperam que sejamos silêncio Numa altura em que o conservadorismo crescente ameaça conquistas fundamentais, esta exposição propõe uma reflexão sobre o percurso sensível e contundente das mulheres ao longo dos tempos. Por meio de imagens que evocam resistência, memória e frequentemente vozes silenciadas, convida-se o público a estabelecer um diálogo entre passado e presente e a refletir sobre a persistência das desigualdades. A urgência de resgatar o papel transformador e revolucionário da figura feminina não se configura como vaidade de género, mas como um gesto essencial à criação de mecanismos sociais, políticos e simbólicos capazes de promover equidade e reconhecimento.
Mónica Silva (1972) natural do Porto, vive e trabalha em Vila do Conde. Através da pintura encontra expressão para a criação de mundos femininos e introspetivos, ambientes surrealistas e simbólicos que se desdobram em narrativas visuais e se transformam em convites à imaginação de quem os observa.
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