16:00 até às 17:00
Inauguração de «Corpos que são bordas: fronteiras», de Luis Felipe Ortega

Inauguração de «Corpos que são bordas: fronteiras», de Luis Felipe Ortega

Grátis

O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra tem o prazer de convidar V. Ex.ª para a inauguração da exposição Corpos que são bordas: fronteiras, do artista mexicano Luis Felipe Ortega, um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea latino-americana. A inauguração está marcada para o dia 24 de janeiro, sábado, às 16h00, no Círculo Sereia, estando prevista a presença de Sua Excelência Bruno Figueroa, Embaixador do México em Portugal, entidade que apoia a exposição.



Uma ocupação que interpela o corpo e o olhar
No projeto concebido por Luis Felipe Ortega, especificamente para o Círculo, o artista pretende uma ocupação espacial que «afete o corpo do visitante», centrando-se «nas múltiplas formas como o olhar do público está sempre mediado pelo seu corpo e, naturalmente, pelas maneiras como este se relaciona com o espaço escultórico e o espaço arquitetónico». A exposição coloca questões fundamentais: O que vemos? O que não vemos? Onde começa o espaço escultórico? Onde termina a arquitetura? Como se definem as fronteiras entre o dentro e o fora?
A mostra ocupará as quatro galerias do Círculo Sereia. Nas três primeiras salas, o artista desenvolve peças que partem destas interrogações, sem procurar respostas definitivas, mas antes abrindo espaço para a experiência e a reflexão. A quarta sala acolhe a projeção de uma obra vídeo filmada no Amazonas em 2022 e concluída em 2025.

𝗦𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗼 𝗮𝗿𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮
Luis Felipe Ortega (Cidade do México, 1966) é formado pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). A sua obra estabelece uma extensa rede de relações entre literatura, cinema, filosofia, antropologia, música e artes visuais, a partir da qual gera ações, vídeos, desenhos, esculturas e instalações. O seu trabalho coloca em tensão os limites das peças com o corpo do espectador e sublinha a dimensão política do fazer artístico, explorando noções como horizonte, vazio e silêncio.
Representou o México na 56.ª Bienal de Veneza (2015) e participou em diversas bienais internacionais — Coimbra (2019), Praga (2009), Tirana (2001) e Gwangju (2000). O seu percurso inclui importantes exposições individuais e coletivas em instituições da Europa e das Américas. Paralelamente, Ortega tem desenvolvido atividade pedagógica em várias escolas e universidades, entre as quais a Escola Nacional de Artes Plásticas (UMAM), La Esmeralda (INBAL), Centro e SOMA (Cidade do México), Centro das Artes de San Agustín (Oaxaca) e UNARTE (Puebla).

𝗨𝗺 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗮 𝗖𝗼𝗶𝗺𝗯𝗿𝗮
Esta exposição assinala o regresso de Luis Felipe Ortega a Coimbra, onde participou na Bienal Anozero’19 com a obra Companhia (2019), uma escultura performativa comissionada para o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. Nesse trabalho, o artista ativava sons, objetos, corpo, palavras e voz a partir de uma partitura textual com referências a Samuel Beckett, T. S. Eliot e Roni Horn, continuando a sua investigação sobre o horizonte, o vazio e o silêncio — temas que também permeiam Corpos que são bordas: fronteiras.

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