Está de volta a atividade sísmica da cave com mais fendas da cidade. Uma cave de alguma forma ainda se sustém, não propriamente devido à sua construção anti sísmica mas à capacidade que os seres que a frequentam desenvolveram para lá sobreviver, e ao facto de infelizmente não nos restarem muitos outros sítios onde encontrar abrigo. Não se prometem condições confortáveis: forte ondulação, muito fumo, música esquisita e forte probabilidade de ataque de conjuntos de pequenos peixes carnívoros coletivamente coordenados ao ponto de ferir a percepção de animais de grande porte. Felizmente onde há attack, há release. Dancemos.
Uma noite guarnecida com uma instalação surpresa de KLOD, que se inicia com um live/dj set da Alëna (venham cedo!) e será fechada com um set de 3 horas do Peterr.Alëna Koleso é uma artista visual e sonora residente no Barreiro.
Koleso trabalha frequentemente com objetos do quotidiano — como máquinas de lavar, lápis e bicicletas — transformando-os em sinfonias caóticas que desafiam o conforto e a curiosidade do público. Nos seus DJ sets, mistura gravações de campo e achados espontâneos, saltando entre géneros e procurando novas ligações.A sua prática é movida pela pergunta de como recordamos e experienciamos o mundo — não para encontrar respostas, mas para criar espaço para uma deslocação, uma rutura, uma fenda coletiva por onde possamos cair.
Nos últimos anos, a sua prática expandiu-se através da aprendizagem, colaboração e apresentação com entidades como a Klammklang, a Radio Fantasia, a Out.ra, a LOM, a Salon Acme e muitas outras — incluindo amigos e família.Peterr é o Pedro, produtor e DJ nas ruinas de Lisboa. Presença em cabines e eventos desde 2017, eclético e espectro mutante no cruzamento de vários territórios, do techno aos contratempos jungle e idm.
KLOD - Não tem bio mas diz assim: ART IS A BUNCH OF MISTAKES WHO COME TOGETHER INTO SOMETHING BEAUTIFUL.