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Tons de França: Do Romantismo à Improvisação
Neste concerto, o organista Karol Mossakowski — um dos mais brilhantes intérpretes e improvisadores da sua geração — conduz-nos numa viagem luminosa pelo universo do órgão romântico francês. O percurso inicia-se com a poderosa evocação solar de Hymne au soleil, de Louis Vierne, e prossegue com a delicada Sicilienne de Fauré, numa transcrição que revela toda a subtileza do instrumento. O ponto alto do programa é a grandiosa 5.ª Sinfonia de Charles-Marie Widor, obra-prima do repertório organístico, culminando na célebre e eletrizante Toccata. Como epílogo, Mossakowski oferece uma improvisação — expressão livre e espontânea, enraizada na tradição francesa — demonstrando o pleno domínio técnico e criativo de um mestre do seu tempo. Um concerto onde o passado e o presente se encontram, celebrando a luz, a emoção e a imponência do órgão. PROGRAMA Louis Vierne (1870–1937) Hymne au soleil, das Pièces de Fantaisie Gabriel Fauré (1845–1924) Sicilienne, de Pelléas et Mélisande Charles-Marie Widor (1844–1937) 5.ª Sinfonia para Órgão, Op. 42, n.º 1 Allegro Vivace Allegro cantabile Andantino quasi allegro Adagio Toccata Karol Mossakowski (n. 1990) Improvisação NOTAS AO PROGRAMA O concerto abre com Hymne au soleil de Louis Vierne (1870–1937), peça pertencente ao ciclo Pièces de Fantaisie, onde o compositor exalta a luz e a energia vital do sol numa linguagem harmónica rica e expressiva. A obra combina majestade com um lirismo típico do romantismo tardio francês. Segue-se a delicada Sicilienne de Gabriel Fauré (1845–1924), originalmente escrita para orquestra como parte da música incidental de Pelléas et Mélisande. Nesta versão para órgão, a fluidez melódica e o ritmo gentil da siciliana evocam uma atmosfera de introspecção e melancolia subtil. O centro do programa é ocupado pela célebre 5.ª Sinfonia para Órgão de Charles-Marie Widor (1844–1937), uma das obras mais emblemáticas do repertório organístico. Composta por cinco andamentos, esta sinfonia explora todo o potencial expressivo e técnico do órgão, culminando na famosa Toccata, frequentemente interpretada em ocasiões festivas e casamentos, pela sua energia exuberante e brilho rítmico. A encerrar, o organista Karol Mossakowski (n. 1990) oferece uma improvisação, género que continua a tradição francesa da criação musical espontânea ao órgão. Mestre nesta arte, Mossakowski transforma o momento em som, combinando técnica irrepreensível com imaginação criativa, numa conclusão que liga passado e presente.
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