Na exposição Three Little Pigs, and Everybody Else, patente a partir de 2 de outubro no Espaço Cultural das Mercês, o escultor Bartolomeu Santos explora os limites e as versões que habitam a famosa história dos três porquinhos: os perigos, a pressa, a distração, a construção da casa e a destruição. A partir da fábula, o escultor pretende expandi-la a outros territórios: a fragilidade das casas e das histórias, a destruição como parte da vida e o caos como percurso pacificador. Com texto do artista Rui Gueifão, a exposição compõe diversos elementos de grandes, médias e pequenas dimensões, e mostra-nos uma nova série de trabalhos, elevando o conto a matéria. A situação dos porquinhos deu ao escultor a liberdade para, interpretando um conto já conhecido, ler outras versões e explorar emoções que advêm ao pensar na história. Em Three Little Pigs, and Everybody Else, Bartolomeu Santos expande para além do conto, purgando algumas ideias difíceis de gerir para a sua geração, nomeadamente o tema da habitação. Atento às discussões acerca da crise habitacional, o escultor adotou esse panorama como pano de fundo do seu quotidiano enquanto artista. A casa é o refúgio, o espaço onde se encontra paz e sentido de pertença. O ateliê é a sua extensão, onde o artista encontra o mesmo abrigo e estrutura para criar. “Esta exposição surge numa altura engraçada, e consegue concentrar em si, alguns temas marcantes na minha vida. Depois o resto foi surgindo, criaram-se ligações em coisas que poderiam passar despercebidas, ou mesmo ser esquecidas.” diz Bartolomeu.