17:30 até às 19:00
SINFONIA Nº2 “RESSURREIÇÃO” DE GUSTAV MAHLER

SINFONIA Nº2 “RESSURREIÇÃO” DE GUSTAV MAHLER

SINFONIA Nº2 “RESSURREIÇÃO” DE GUSTAV MAHLER pela ORQUESTRA FILARMÓNICA PORTUGUESA e CORO SINFÓNICO LISBOA CANTAT

Música | Dom, 7 abr | 17h30 | Tenda EPC – Escola Prática de Cavalaria | Classificação Etária M/6 | Duração 90 min. Preço: 5€ (preço único) – Reverte para a Sociedade Musical União Pernense e Centro Cultural Regional de Santarém

Sinopse: Ouvir a Sinfonia nº 2 de Mahler (1860-1911), à qual o autor daria o título de Ressurreição”, constitui motivo de intensa meditação. A ideia nasceu quando Gustav Mahler ainda estava a escrever a primeira sinfonia, sentindo necessidade de dar uma identidade própria aos temas que agora se encontram, numa das obras-primas da música de sempre. Pode dizer-se, aliás, que esta segunda sinfonia acompanha o caminho espiritual do seu autor, verificando-se que no início se nota angústia e sofrimento, que vão evoluindo gradualmente no sentido de uma espiritualidade libertadora. Este dilema desenvolve-se numa procura determinante. Na parte final, a soprano diz-nos: “Ah, crê: não nasceste em vão / Não foi em vão que viveste, sofreste”. Ao que coro e contralto respondem: O que foi criado tem de perecer! / O que pereceu ressuscitará! / Para de tremer! / Prepara-te para viver!”. E assim o compositor antecipa o momento final, em que, depois das dúvidas, inerentes à própria natureza da fé, o coro proclama triunfalmente: “Com asas, que para mim ganhei, / Desaparecerei! / Morrerei para poder viver!”. Aqui estamos no momento crucial do próprio percurso individual do autor, que se implica diretamente na consideração da obra como uma ilustração do percurso existencial. “Ressuscitarás, sim, ressuscitarás, / Meu coração, num instante! / Aquilo por que lutaste / A Deus te levará!”. O final da sinfonia traz-nos a recapitulação do caminho percorrido: o ambiente fúnebre do começo, o tema “Dies Irae”, que corresponde à consciência da pequenez e da imperfeição, a que sucede a marcha orquestral que ilustra a procissão para o “Juízo Final”, até que soa a última trombeta do Apocalipse. E assim dá-se início à cantata sinfónica final, já aqui referenciada – com o poema “Ressurreição” de Friedrich G. Klopstock (1724-1803), num extraordinário crescendo que representa a afirmação do autêntico júbilo, assumido como força vital pelo compositor, num momento crucial da sua vida atribulada, em nome de uma esperança forte e renovadora.

Uma organização do Município de Santarém e das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém-Associação Cultural em parceria com o Exército Português e a Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril.

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