21:30
UMA CONFISSÃO SE QUISERES (2ª sessão 28 jan 16h00)

UMA CONFISSÃO SE QUISERES (2ª sessão 28 jan 16h00)

O que vive abaixo da superfície da sujeição? A ausência de liberdade pode fazer morrer uma alma? A insubmissão surge como a única possibilidade de sobrevivência para Rose — uma menina que se descobre mulher e negra no contexto dos lugares estanques da escravidão. O espetáculo constrói imagens para presentificar um passado traumático, o discurso de Rose é fragmentário, atemporal, escapa à moralidade. Rose reencena o trauma em modo contínuo e obstinado, ora encarnado-o, ora espectadora de si mesma.

“A Coisa impossível - traumática provém do Espaço Interior. Inicialmente tudo o que vemos é o Vazio - o Céu escuro, infinito, o abismo sinistramente silencioso do Universo; de súbito, ouvimos um som que penetra no nosso fundo mais íntimo, ao qual mais tarde se junta o objecto visual, que é afinal a origem desse som — a gigantesca versão dos barcos que transportam escravizados. O objecto - Coisa é assim transmitido como parte de nós mesmos. Expelimos. Também buscamos. Esta intrusão da Coisa parece trazer o alívio, suprimindo o horror de contemplar o vazio infinito do Universo.

É a materialização das fantasias traumáticas mais íntimas; isso explica o enigma das estranhas lacunas da memória desta mulher. O que ela escreve é imagem fantasmática, faz parte do Espaço Interior (de si para si). Não são invenção sua os factos e os sentimentos que narra? Existiram? É a Coisa? Vemos as ações pelo que ouvimos. O processo da Escravidão/Coisa, o desenvolvimento da sua história, é a sua concretização?

No final regressa ao lugar de partida assumindo a consciência do que é ser negra. A posição trágica é que ela adquire consciência de toda a identidade substancial da sua existência. A imensidão está nela, quer na voz, quer na fala.”

Rogério de Carvalho

𝐸𝑛𝑐𝑒𝑛𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜: 𝑅𝑜𝑔𝑒́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑟𝑣𝑎𝑙ℎ𝑜 𝑇𝑒𝑥𝑡𝑜: 𝑐𝑟𝑖𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜, 𝑠𝑒𝑙𝑒𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑒 𝑚𝑜𝑛𝑡𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑙𝑒𝑡𝑖𝑣𝑎 𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑝𝑟𝑒𝑡𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜: 𝐷𝑎𝑛𝑖𝑒𝑙 𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛ℎ𝑜, 𝑍𝑖𝑎 𝑆𝑜𝑎𝑟𝑒𝑠 𝐷𝑒𝑠𝑖𝑔𝑛 𝑑𝑒 𝑙𝑢𝑧: 𝐽𝑜𝑟𝑔𝑒 𝑅𝑖𝑏𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑀𝑢́𝑠𝑖𝑐𝑎 𝑒 𝐷𝑒𝑠𝑖𝑔𝑛 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑚: 𝑋𝑢𝑙𝑙𝑎𝑗𝑖 𝐶𝑒𝑛𝑜𝑔𝑟𝑎𝑓𝑖𝑎 𝑒 𝐹𝑖𝑔𝑢𝑟𝑖𝑛𝑜𝑠: 𝑁𝑒𝑢𝑠𝑎 𝑇𝑟𝑜𝑣𝑜𝑎𝑑𝑎 𝐹𝑜𝑡𝑜𝑔𝑟𝑎𝑓𝑖𝑎: 𝐽𝑜𝑎𝑛𝑎 𝐿𝑖𝑛𝑑𝑎 𝐴𝑟𝑡𝑤𝑜𝑟𝑘: 𝑁𝑒𝑢𝑠𝑎 𝑇𝑟𝑜𝑣𝑜𝑎𝑑𝑎 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑐̧𝑎̃𝑜: 𝑇𝑒𝑎𝑡𝑟𝑜 𝐺𝑅𝐼𝑂𝑇 𝐴𝑝𝑜𝑖𝑜: 𝑃𝑎𝑙𝑎́𝑐𝑖𝑜 𝐵𝑎𝑙𝑑𝑎𝑦𝑎/ 𝐽𝑢𝑛𝑡𝑎 𝑑𝑒 𝐹𝑟𝑒𝑔𝑢𝑒𝑠𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝐵𝑒𝑛𝑓𝑖𝑐𝑎, 𝑃𝑜𝑙𝑜 𝐶𝑢𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎𝑙 𝐺𝑎𝑖𝑣𝑜𝑡𝑎𝑠 𝐵𝑜𝑎𝑣𝑖𝑠𝑡𝑎 𝑂 𝑇𝑒𝑎𝑡𝑟𝑜 𝐺𝑅𝐼𝑂𝑇 𝑒́ 𝑢𝑚𝑎 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝐶𝑎̂𝑚𝑎𝑟𝑎 𝑀𝑢𝑛𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝐿𝑖𝑠𝑏𝑜𝑎

Recomendamos que confirme toda a informação junto do promotor oficial deste evento. Por favor contacte-nos se detectar que existe alguma informação incorrecta.
Download App iOS
Viral Agenda App
Download App Android