17:30
Sou o peso da cor e da flor

Sou o peso da cor e da flor

Exposição

Titulo: Sou o peso da cor e da flor

Local: Casa da Mutualidade | Galeria de Arte e Centro de Mutualismo | Coimbra | Portugal
Data inicio: 03 Fevereiro 
Inauguração: 03 Fevereiro pelas 17:30

SINOPSE

Sou o peso da cor e da flor
As suas viagens começavam agora num outro lugar. Um lugar isolado, que permitia ver quem passava do outro lado. Rostos formosos, mas vazios de encantamento, percorriam os seus caminhos, fixando o chão, entre passos acelerados e o verde, que ao fundo se via nas árvores que os iam ladeando. Por vezes, os olhos enfiados nos rostos, cruzavam-se com o verde, sem nunca o conseguirem [vi]ver.
Distante e despido de bens, esse lugar, onde gostava de permanecer, era estranhamente composto, apenas por formas e cores que podiam ser transportadas, através de um simples gesto, e envolvidas lentamente, naquilo que resultaria no que ela era e no que ela sentia. Às vezes era uma flor preta. E o peso dessa flor insuportável. 
O insuportável tinha a mestria de ensinar a amar a leveza. E por isso ela o acolhia.
E assim permanecia, num outro lugar, envolvida entre as imagens dos rostos e os seus pensamentos, que iam de forma lenta, sem tempo, ocupando todo o seu espaço. E do preto surgia o azul que com destreza revelava outro caminho.
E ditava que o céu fosse chão por uns instantes.
E os rostos formosos, de olhos encovados e de passos apressados, aqueles que fixavam o chão, conseguiam alcançar a intensidade do céu. E num outro lugar, do outro lado, acontecia que ela era agora também azul…
 
BIOGRAFIA
Maria João Damas é artista plástica, visual e performativa, autodidata, licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior Miguel Torga com pós-graduação em Economia Social pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Vive e trabalha em Coimbra.
Por via das experiências vividas, foi captando olhares na vida suspensa de outros. Essa perspetiva, sobre a vida de tantos, provocou no seu ser um desassossego, que viria a ser orientado para a prática artística de pintura e instalação, as quais refletem, quase sempre, lutas pessoais, criativas e sociais.
 
No seu trabalho existe uma constante procura de novos materiais e diferentes técnicas. Trabalha predominantemente em acrílico, técnica mista e a base é quase sempre a tela ou o papel. Os seus gestos espontâneos vão criando expressões de emoções. Mas a arte, nos seus trabalhos, vai surgindo também, sob outras formas como a instalação e a escultura, procurando sempre refletir através delas, múltiplas realidades - violência doméstica, solidão e desigualdades sociais.
 

Participou em diversas exposições. Entre tantas outras, salientam-se:  a seleção do trabalho «Q1 - Not even after one more day…» pela London Art Biennale (Londres, 2021); Exposição digital colectiva, W1 Curates Gallery (Londres, 2021); «Mal me quer, bem me quer, muito, pouco ou nada», Casa das Artes, (Miranda do Corvo, 2020); «Talvez fosse um outro eu…», Centro Cultural Penedo da Saudade, (Coimbra, 2020); «E nem depois de mais um dia… [quarantine collection]», Museu Municipal de Coimbra, (Coimbra, 2020); «Mal me quer, bem me quer, muito, pouco ou nada», Centro Cultural Penedo da Saudade, (Coimbra, 2019)
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