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Chris
Lightcap’s SuperBigmouth

Chris Lightcap’s SuperBigmouth

GUIMARÃES JAZZ | 30 ANOS

Na músicaem geral, e no jazz em particular, a “ponte” como metáfora assume umaimportância central: o músico como intermediário entre um som interior e um somexterior, o som em si como retransmissor de frequências comuns de experiênciado mundo, e a improvisação como elemento de ligação entre diferentes universossonoros. Ao longo do tempo, o trabalho de um determinado intérprete ou criadoracaba sempre por incorporar essa dimensão de conector entre idiomas e gerações.O contrabaixista e compositor Chris Lightcap tem assumido com notávelcompetência e inventividade este papel, e a sua banda SuperBigmouth (elaprópria a conexão de duas formações anteriores por ele lideradas) constitui umadas extensões da postura de diálogo e do esforço de confluência de intençõesartísticas presentes no trabalho musical deste notável músico norte-americano.

Originário da Pensilvânia e sedeado atualmente em Nova Iorque, Chris Lightcap iniciou o estudo de contrabaixo aos catorze anos e prosseguiu a sua formação musical em composição clássica e improvisação, tendo como professores nomes importantes do jazz e da música contemporânea como Bill Dixon e Alvin Lucier. Ao longo do tempo e praticamente desde o início, o percurso do contrabaixista foi intersectando gerações e movimentos do jazz, desde as primeiras colaborações com nomes históricos do free jazz como Cecil Taylor, Archie Shepp e Sunny Murray, até as mais recentes contribuições criativas em obras de figuras emergentes do jazz contemporâneo como a guitarrista Mary Halvorson. Um instrumentista de enorme elasticidade estilística que lhe permite manter relações criativas com músicos tão diferentes entre si como Matt Wilson (com cujo quarteto atuou no Guimarães Jazz em 2016), Regina Carter, Paul Motian ou Marc Ribot, Chris Lightcap prossegue um trabalho regular de composição para vários ensembles e em diferentes registos, tanto nos termos do circuito jazzístico convencional como em contextos mais clássicos e institucionais.

O grupo SuperBigmouth resulta da ponte entre dois projetos anteriores liderados por Lightcap – o quinteto Bigmouth por um lado, que editou dois registos discográficos pela editora portuguesa Clean Feed, e no outro a banda Superette, uma formação de sonoridade elétrica e cujo álbum de estreia contou com as participações de Nels Cline e John Medeski. Este octeto é formado por alguns dos mais influentes e respeitados músicos do jazz contemporâneo (sendo naturalmente de destacar os saxofonistas Tony Malaby e Chris Cheek, o pianista Craig Taborn e o baterista Gerald Cleaver) e representa a combinação de duas vertentes do trabalho de Lightcap – por um lado a desconstrução de matriz rock praticada pela fação Superette e, pelo outro lado, o groove e a expansividade melódica de sensibilidade pós-bop da secção de sopros e secção rítmica do grupo Bigmouth. No Guimarães Jazz, os SuperBigmouth surgirão com um alinhamento de músicos ligeiramente diferente da formação original – o guitarrista Jonathan Goldberger é substituído por Ben Monder, o teclista Brian Marsella ocupa o lugar de Craig Taborn, e na bateria Dan Rieser troca com Josh Dion, mantendo-se todos os restantes elementos. Porém, nenhuma destas alterações indica um desvio em relação ao espírito original do projeto, uma vez que se trata de três intérpretes de alto nível que o festival tem o privilégio de receber – ou, no caso de Ben Monder, voltar a receber depois do concerto extraordinário que protagonizou em 2017 com o quarteto de Andrew Cyrille.

Fonte: http://www.ccvf.pt//detail-eventos/20211113-chris-lightcaps-superbigmouth/
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