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Ciclo de conversas sobre música orquestral _ 'Numerofonia'

Ciclo de conversas sobre música orquestral _ "Numerofonia"

Ciclo de conversas sobre música orquestral _ "Numerofonia"

A sessão será transmitida pelo LIVE da página do facebook do MIRA FORUM e na ZOOM 

Entrar na reunião Zoom
https://zoom.us/j/96174189959?pwd=R3NzMHhId21VaklXRnNyaFdJbTI0QT09

ID da reunião: 961 7418 9959
Senha de acesso: 758997

Nesta sessão do Ciclo de Conversas sobre Música Orquestral pela ONM, iremos conversar sobre “NUMEROFONIA”, uma outra escrita musical, criada pelo matemático e musicólogo Sérgio Aschero, que fará uma pequena introdução ao tema, através de um vídeo gravado para esta sessão, a partir de sua casa, em Buenos Aires.
A Numerofonia de Aschero, sistema alternativo de codificação musical, baseia‐se na relação que existe entre os algarismos, as cores e as formas. Trata‐se de um sistema de escrita que utiliza as doze cores do prisma solar, correspondendo cada uma, a um som. A NUMEROFONIA é utilizada e praticada em alguns países, como Espanha e Itália (que a integram no quadro curricular do 1º ciclo), França, Brasil, Uruguai, tendo‐se revelado eficiente para o ensino de crianças a partir dos três anos de idade, reconhecendo simbologias simples iniciais, antes de se apresentar a representação numérica definitiva. 
Para a leitura de partituras, utilizado o sistema Numerofónico, apenas se exige o conhecimento de numerais, cores e tamanhos, conhecimentos estes, existentes em qualquer criança em idade escolar. Este sistema não foi criado para as pessoas portadores de deficiências, antes pelo contrário, como sistema inclusivo que é, destina‐se a todos, sem exceções. 
Como Sérgio Aschero explica “este sistema baseia‐se na ciência e tem como base a matemática, a ótica e a acústica, permitindo, assim, que a escrita seja entendida por todo o mundo”. Ao basear‐se nas cores e na matemática (geometria e aritmética), os símbolos do sistema são universais. 
E porque vivemos num mundo de analfabetos musicais – Aschero sustenta que só 5% da humanidade consegue ler música – havia que encontrar um sistema de escrita e leitura universais, destinados a todos, numa metodologia inclusiva. 
Assim o sistema Numerofónico é um sistema lógico que permite que todos, sem exceções, possam ler, escrever, interpretar e criar música, culta ou popular, incluindo adultos, adolescentes, crianças ou pessoas especiais, sem “ter que cair no absurdo dos bemóis, sustenidos, claves, ou tantos outros símbolos anacrónicos que integram o sistema de notação tradicional” (Sérgio Aschero). 
Afinal, os objetivos de Aschero foram os de melhorar a relação entre música e as pessoas.

O criador deste sistema, Sergio Aschero, é um musicólogo e matemático argentino que se tem destacado como compositor, pedagogo e conferencista, matemático, e professor especializado e inovador no sistema de escrita musical. A sua insatisfação e o seu esforço, de dotar o processo criativo de um rigor lógico, levaram-no a encetar uma aventura de descoberta de um novo processo de escrita musical, a partir do contacto com a comunidade aborígene los chuancos (1965). Desde aí, Sérgio Aschero e sua esposa, a também professora Mirta Karp, jamais pararam na tentativa da criação de ferramentas de inclusão através da música.

São conhecidos os seus estudos e investigações musicais, principalmente, na Argentina, Brasil, Itália, Espanha, Chile e Uruguai, donde as suas teorias sobre a Numerofonia têm constituído uma possibilidade para que todos, sem excepção, possam conhecer uma escrita musical que está ao serviço da cultura e não contra ela. As suas práticas têm sido apoiadas e reconhecidas por grandes músicos e compositores, como é o caso de Luigi Nono, Darius Milhaud, ou então, por cientistas, como por exemplo, o famoso astrofísico britânico Stephen Hawking.

A sessão será transmitida pelo LIVE da página do facebook do MIRA FORUM e na ZOOM 

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Dados biográficos da ONM

A ONM - Orquestra Nacional Moderna - foi fundada em 2018 a partir de uma open call dirigida a jovens músicos.
Constituída por vinte e quatro elementos, dos quais vinte e um são jovens músicos, licenciados e com prática orquestral.
Consiste numa iniciativa ímpar, pois o seu objeto de trabalho é a intervenção nos territórios do interior. É uma Orquestra muito eclética, não elitista, porque não se envolve com quaisquer critérios estéticos especiais ou preconceitos musicais. O critério é construído e desenvolvido a partir de uma desconstrução do conceito de “repertório”, não se fixando, este, em períodos, géneros, ou estilos tradicionais, mas antes, discriminando o estilo, porque é um tango, ou uma valsa, ou uma peça barroca, ou, ainda, uma obra não tocada, num contexto de música divertida para se escutar, integrando músicos locais e favorecendo a utilização, também, de instrumentos tradicionais. bem como, o desfazer do tradicional conceito de “concerto” conduzindo-o numa relação contínua com o público.
Entre as suas atividades passadas destacam-se a participação no "Ciclo de Fotografia de Lamego e Vale do Varosa" com um concerto no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, e o concerto na igreja de S. Cosme acompanhando o Coral Fides.
Os projetos futuros aguardam melhores dias, mas prevê-se uma digressão por quatro ilhas dos Açores e vários projetos a desenvolver no distrito de Bragança.
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