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20:30 até às 21:45
Um Protesto ou o Amor que Nos Faltou | Teatro

Um Protesto ou o Amor que Nos Faltou | Teatro

[embuscada]

Quando o corpo sente medo, foge, ataca ou neutraliza. Um dia, resistindo à instigação do medo, descobre que o único instinto que lhe resta é a transgressão. À vossa frente, sete corpos reagem à perpetuação da invisibilidade do que é individual. Atiram-se vozes contra as espirais de silêncio que denunciam um tempo feito para termos medos abstratos, absurdos e pouco palpáveis. A fragilidade é o nosso fracasso e é também o nosso lugar de esperança. Uma crença que os precipita à terra, onde procuram os Manifestos, pessoais, transmissíveis, postos em bandeiras e erguidos perante a paisagem estranha. Esta é uma proposta de Manifestos. Uma proposta que promove um encontro de abordagens teatrais, misturando uma linguagem clássica com uma linguagem performática, cruzando o tradicional e o moderno, o performativo e o autómato. Os Manifestos procuram ser um espaço de purga e de profundo questionamento humano, abordando as coisas que não se dizem e explorando, expondo-as, as coisas que não se fazem com os outros a ver. Não há uma história. Há uma viagem. Uma alucinação de que fazem parte os atores e o público. O que se pretende? Nada. Cada um levará o que conseguir decifrar, o que em si próprio fizer sentido. Trata-se de uma investigação sociológica a que sete atores emprestam as suas memórias, os seus segredos mais íntimos, as suas fragilidades e dão vida às angústias, afinal tão comuns a tantos outros. Um caos de imagens visuais, corpos animais e textos amontoados com o propósito de reflexão sobre a realidade humana. A única forma de nos ajudarmos como sociedade, como indivíduos, é denunciando-nos. Assim, assumimo-nos como instrumento combativo, num esforço coletivo que procura um exercício de introspeção e recolhimento. Alimentamo-nos da estupidez humana, do capitalismo, do medo absurdo e irracional, da falta de humanidade e generosidade. Encontramo-las nos outros e, procurando bem, em nós próprios. Esse desencanto é também o início de uma certa esperança. No espaço, surgem vários universos individuais que se cruzam e se empilham, relacionando-se de forma tanto consonante como dissonante. Os corpos destes universos movem-se para descobrir de que temos medo e do que estamos, afinal, à espera. Procuram equilíbrios entre as dúvidas que nos aceleram o batimento cardíaco e a passividade de compromisso de resposta que nos adormece a ação. No espaço, alguém está à espera. Imperturbável. Enquanto o mundo se aproxima e se afasta. Uma mulher pede desculpa ininterruptamente. Sem motivo e com todo o peso do mundo às costas. Alguém que não se consegue ver, olha-se ao espelho. Alguém tenta esconder tudo o que sente tão profundamente. Alguém bebe até não saber mais o porquê. Alguém está enterrado nas suas memórias e não se consegue libertar sem que isso a mate. Alguém não consegue dizer adeus.

Criação Coletiva [embuscada]
Direção Criativa SÍLVIA MOURA
Encenação e Espaço Cénico SÍLVIA MOURA
Assistência à Encenação CARLOS COLAÇO
Interpretação BRUNO ÁGUAS, CAROLINA GARÇÃO, CATARINA RAMOS, DENISE SANTOS, PEDRO MONTEIRO, TIAGO DE ALMEIDA e TIAGO DUARTE
Música MIRAMAR – FRANKIE CHAVEZ E PEIXE
Figurinos [embuscada]
Direção Técnica JOÃO PITARMA
Operação Técnica JOÃO PITARMA E TIAGO SANTOS
Fotografia JOÃO PITARMA
Direção de Produção BRUNO ÁGUAS
Direção de Comunicação CATARINA RAMOS



Contacto: Centro Cultural Malaposta

Fonte: https://www.cm-odivelas.pt/conhecer-odivelas/agenda-municipal/todos-os-eventos/evento/um-protesto-ou-o-amor-que-nos-faltou-teatro
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