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Documento do mês | Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada

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O ambiente artístico em que cresceu António Roberto de Oliveira Rodrigues (Ponta Delgada, São José*, 7 de junho de 1901 – ibid., São Pedro, 31 de março de 1990) influenciou, sem margem para dúvidas, a sua vocação para o teatro, tendo, por vezes, desempenhado, simultaneamente, funções de ator, ensaiador e encenador no teatro amador local.

Durante vários anos, mais especificamente entre 1945 e 1969 (com uma pausa entre 1952 e 1963), foi ensaiador do grupo de teatro do Liceu Antero de Quental, tendo alguns dos espetáculos realizados sido memoráveis pela sua qualidade, sobretudo se se tiver em conta o facto de serem amadores. Ainda que estes espetáculos tenham sido os que registaram uma memória mais duradoira da figura deste micaelense, vale a pena mencionar que o seu primeiro espetáculo de teatro decorreu em 1919, na casa de verão de Santa Rosa, de Veríssimo Freitas da Silva, onde foi representada A viúva alegre, e que foi vice-presidente da Academia Musical de Ponta Delgada, onde criou um grupo de teatro amador.

Com a rubrica do documento do mês, tencionamos dar algum destaque à atividade teatral local na primeira metade do século XX, pelo que selecionamos um conjunto de cinco programas, que correspondem aos cinco Serões d´Arte (1925 a 1929), e algumas provas fotográficas associadas aos mesmos, que reportam a atividade teatral inicial de António Roberto de Oliveira Rodrigues.

Os Serões d´Arte foram organizados por uma sociedade constituída por Agnelo Casimiro, Armando Côrtes-Rodrigues, António Gaspar Read Henriques, Teotónio da Silveira Moniz e António Roberto de Oliveira Rodrigues.

No 1.º Serão d´Arte, realizado no Teatro-Salão Ideal, a 4 de julho de 1925, foi representado o 1.º ato da ópera Mireille, de Gounod. Neste primeiro Serão, o Dr. Agnelo Casimiro apresentou o objetivo da criação da Sociedade Serões d´Arte e a sua organização.

Organizado a 9 de fevereiro de 1926, também no Teatro-Salão Ideal, o 2.º Serão d´Arte contou com a representação da ópera Gentil Mignon, da autoria de M.me Jeanne Bensaúde, mulher de Alfredo Bensaúde. Este Serão contou com a participação de mais de trinta crianças de ambos os sexos.

Levando à cena as peças Se eu soubesse escrever e A ceia dos cardeais, o 3.º Serão d´Arte teve lugar no Teatro Micaelense, a 16 de junho de 1926. Curiosamente, os cenários utilizados foram da autoria de Domingos Rebelo, que pintou, propositadamente, para a primeira, “um quadro d´aldeia cheio de pitoresco e de sol” (Os Açores. 2.ª série. N.º 9, set. 1928, p. 7 e 8).

A 19 de março de 1927, no Teatro Micaelense, decorreu o 4.º Serão d´Arte, com a apresentação da peça Os romanescos. E, finalmente, o 5º e último Serão d´Arte teve lugar, também, no Teatro Micaelense, a 28 de junho de 1929, tendo sido representada a comédia O ilustre desconhecido.

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*Porém, foi batizado na Matriz de São Sebastião, onde seus pais residiam.

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Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/agenda/default.aspx?id=36875
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