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14:00 até às 16:00
China Goes Green: Coercive Environmentalism for a Troubled Planet

China Goes Green: Coercive Environmentalism for a Troubled Planet



O CIAS e a Fundação Serralves, em colaboração com a Rede de Pesquisa Sci-Tech Asia, o Departamento de Ciências da Vida e o Centro de Ecologia Funcional, apresentam o Projeto Curatorial e Ciclo de Palestras:


por Yifei Li (New York University Shanghai) Judith Shapiro (American University)


O que significa para o futuro do planeta, quando um dos sistemas de governos autoritário mais duradouro do mundo, procura a “civilização ecológica”? A China, apesar dos seus altos níveis de poluição e da sua colossal utilização de recursos naturais, desenvolveu um modelo de ambientalismo estatal que concentra o poder político, económico e epistémico sob uma liderança centralizada. Perante isto, a China parece consubstanciar a esperança de uma nova abordagem radical para a governação ambiental. Nesta sessão, os autores investigam os mecanismos concretos do ambientalismo coercivo da China para mostrar como “tornar-se verde” ajuda o estado a promover outras agendas, como a vigilância dos cidadãos e a influência geopolítica. Através de iniciativas, regulamentos e campanhas implementadas de cima para baixo para mitigar os impactos da poluição e da degradação ambiental, as autoridades chinesas também promovem a monitorização do comportamento dos indivíduos e das empresas, a pacificação das regiões fronteiriças e a expansão do poder e influência chineses ao longo da nova rota da seda, bem como nos bens comuns globais. Devido ao pouco tempo que resta para a mitigação das alterações climáticas e a proteção de milhões de espécies em extinção, precisamos considerar se um autoritarismo verde pode mostrar o caminho e quais são as suas promessas e riscos.



26 ABR 2021 | 14:00 (GMT)

Online | Registo obrigatório para: Anabela Silva – a.silva@serralves.pt


Mais informações sobre o programa: https://www.serralves.pt/ciclo-serralves/2102-pluralizing-the-anthropocene/

PROGRAMA (PT)

A noção do Antropoceno extravasou das ciências geofísicas para as humanidades, ciências sociais, artes, e media, desencadeando um vasto debate global sobre o futuro da vida no planeta. Na “idade dos humanos”, a nossa espécie transformou-se numa das forças geofísicas mais potentes do planeta e as nossas atividades estão a levar-nos a crescentes incertezas ambientais. Se o mundo teve alguma vez a ilusão de estabilidade, enfrenta agora a possibilidade de um futuro com problemas sem fim. Mas o Antropoceno não é apenas uma idade de colapso e destruição ambiental; é também uma idade de ultrapassar desastres e catástrofes e criar novas visões de esperança e de justiça. Os novos desafios das mudanças climáticas, extinção de espécies, e o aumento do nível do mar compelem um reimaginar do lugar da humanidade no mundo, e um repensar urgente das forças dominantes que ameaçam o equilíbrio ecológico do planeta. O uso do termo Antropoceno para denominar esta nova era de incertezas antropogénicas crescentes abriu todo um novo campo de conversas multidisciplinares e interdisciplinares sobre as relações dos seres humanos com o ambiente no século XXI, mas também gerou um entendimento monolítico do Antropoceno como uma experiência humana unificada. Este enquadramento do Antropoceno em redor de um paradigma de espécie universalizante cria um efeito homogeneizante. E no entanto, nem todos os humanos estão igualmente implicados nas forças que conduzem às crises ambientais contemporâneas, e nem todos os humanos são igualmente convidados para os espaços conceptuais onde estes desastres são teorizados ou onde as respostas a estes desastres são formuladas. Pluralizando o Antropoceno apresentará um conjunto de reflexões antropológicas por figuras maiores das humanidades e das ciências contemporâneas comprometidas com uma visão mais plural dos debates em redor do Antropoceno e das grandes questões de resiliência, adaptação e luta pela justiça ambiental.

PROGRAM (EN)
The notion of the Anthropocene spilled out from the geophysical sciences into the humanities, social sciences, the arts, and the media, triggering a vast global debate on the future of human life on the planet. In “the age of humans”, humans have become one of the most potent geophysical forces in the planet and their activities are leading to increasing environmental uncertainties. If the world once had the illusion of stability, it is now facing the prospect of trouble without end. But the Anthropocene is not just about a runaway world of environmental doom; it is also about overcoming disaster and catastrophe and creating new visions of hope and justice. The realities of anthropogenic climate change, species extinction, and sea level rise compel a reimagining of humanity’s place in the world, and an urgent rethinking of the dominant forces threatening the ecological balance of the planet. Using the term Anthropocene to refer to this new age of anthropogenic uncertainties has opened up a whole new field of multidisciplinary and interdisciplinary conversations about human-environment relations in the 21st century, but it has also generated a monolithic understanding of the Anthropocene as a unified human experience. This framing of the Anthropocene around a universalizing species paradigm has a homogenizing effect. And yet, not all humans are equally implicated in the forces driving contemporary human-environmental crises, and not all humans are equally invited into the conceptual spaces where these disasters are theorized or responses to disaster formulated. Pluralizing the Anthropocene will feature anthropological reflections from major figures in the humanities and the sciences committed to opening up the plural possibilities of on- going Anthropocene debates of resilience, adaptation, and the struggle for environmental justice.

Fonte: https://agenda.uc.pt/eventos/china-goes-green-coercive-environmentalism-for-a-troubled-planet/
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