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Peça do mês: Título de ação da ...

Peça do mês: Título de ação da ...

Dando continuidade à iniciativa “A Peça do Mês”, o Museu de Vila do Conde selecionou para exposição, o documento impresso: Título de uma acção da Empreza do Theatro Affonso Sanches, o qual foi doado pela ilustre Família Figueiredo de Faria à Câmara Municipal de Vila do Conde, e que, atualmente e juntamente com outros documentos, integra o espólio do Museu.

O Teatro Afonso Sanches, casa de espetáculos, sita na então Avenida Bento de Freitas e hoje Dr. Artur Cunha Araújo, foi inaugurado em 1900. Acolheu, no verão desse mesmo ano, as companhias de Teatro Carlos Alberto, a Companhia de Travanca e a Empresa Figueiroa, sempre com sessões muito frequentadas. Esta sala de espetáculos pública, recebeu além das companhias teatrais nacionais mais consagradas, na época, como a de Amélia Rey Colaço, de Carlos Oliveira e de Mendonça de Carvalho e Maria Matos, uma grande variedade de eventos nos quais se incluem o circo.

A família Figueiredo de Faria foi uma importante defensora dos interesses locais, ocupando cargos na administração local, para além de terem sido procuradores às Cortes. Esta distinta família, esteve ligada à indústria local, pois além de fundarem a Fábrica de Lápis Portugália, participaram em iniciativas de âmbito turístico, ligadas ao incentivo da frequência da praia vilacondense, como é o caso do Teatro Afonso Sanches, do Casino, da Sociedade de Propaganda da Praia, entre outros.

José Joaquim Figueiredo de Faria, era natural de Santa Leocádia da Pedra Furada, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1852. Veio para Vila do Conde para tomar posse do cargo de Administrador do Concelho a 30 de junho de 1852, habitando na rua de S. Bento até à compra da casa de S. Sebastião. Exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde entre os anos de 1878 e 1881, tendo sido, ainda, Deputado às Cortes. Teve quatro filhos, dos quais se destaca, pelos cargos políticos que exerceu, o Conselheiro Francisco Xavier de Castro Figueiredo de Faria, chegando a ocupar o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, desde 14 de janeiro de 1901 a 26 de dezembro de 1904. Retirado da vida pública, dedicou-se aos negócios e fundou a Fábrica de Lápis Portugália, inaugurada a 25 de março de 1907, única no país e a qual constituiu um importante contributo para o fomento industrial de Vila do Conde.

Jorge Brandão Figueiredo de Faria, filho do antecessor, veio a ser uma figura com certo impacto na vida social da cidade e de grande interesse nos meios teatrais e cultos da capital. Advogado, crítico de teatro, foi um ávido colecionador, distribuindo as suas atenções pelo teatro, imprensa periódica, tendo colaborado nos jornais Diário Popular, Diário de Lisboa, Diário da Tarde e Primeiro de Janeiro, Diário da Manhã, entre outros. Reuniu ainda uma das mais importantes bibliotecas particulares sobre Teatro.

Fonte: https://www.cm-viladoconde.pt/pages/657?event_id=2691
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