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Exposição virtual 'Praças da Roménia e de Portugal e as suas histórias'

Exposição virtual "Praças da Roménia e de Portugal e as suas histórias"

Para as cidades europeias, a praça é o mais importante local. É lá que acabam as artérias principais ou estão os edifícios e as estátuas mais importantes. Uma praça urbana europeia é um resumo. Histórico, arquitetónico, cultural e social. Na praça de uma cidade são bem visíveis e muitas vezes em simultâneo todas os estratos da vida humana, da vida social. A praça da cidade é, desse ponto de vista, um espaço privilegiado. Um palimpsesto que fala, se souber lê-lo, da história e da vida do assentamento em diferentes épocas.

10 fotografias com praças da Roménia (Bucareste, Brasov, Sibiu, Alba Iulia, Timișoara) e de Portugal (Lisboa, Óbidos, Coimbra, Elvas, Porto) e um pequeno vídeo da autoria do antropólogo e fotógrafo Cătălin C. Constantin serão apresentadas nas plataformas sociais do ICR Lisboa, entre 26 e 31 de outubro de 2020. As fotografias integram a exposição "Praças da Europa e as suas histórias", cofinanciada pela Administração do Fundo Nacional de Cultura (2016 e 2018) e Ordem dos Arquitetos da Roménia - OAR (2018 e 2019). A exposição já foi apresentada em mais de 20 locais de 8 países europeus e a seleção das fotografias baseou-se num número de 100 praças, de mais de 20 países europeus.

A maior parte das fotografias que constam da exposição são imagens obtidas com um drone profissional, de ângulos inacessíveis ao olho humano. Dada a natureza relativamente recente desta técnica de fotografia aérea, uma exposição que reúne imagens de praças históricas da Europa vistas de cima, representa uma abordagem única. A exposição tem uma dupla face, arquitetónica, mas também antropológica, porque a praça é entendida como um espaço vivo da cidade europeia, espaço que reúne a comunidade e condensa a história da cidade. O objetivo da exposição é captar, através da imagem, o inefável da praça, o espírito de uma cidade no seu centro, realçando um modelo histórico europeu da praça.

O espaço geográfico da praça é o fio condutor desta exposição. O ponto de partida reside numa constatação muito banal, mas cujas consequências são importantes não apenas em plano visual, mas também na compreensão da praça como um fenómeno histórico e cultural: não dá para ver uma praça inteira... estando na praça. Claro, à exceção daquelas cidades históricas onde uma torre de catedral, difícil de escalar, permite ter uma visão geral do espaço, de uma altura não muito alta.

Para que uma praça exista, os edifícios não são suficientes. As cidades são um amálgama de pessoas e edifícios e a relação entre os dois termos não é tão clara quanto parece à primeira vista. As pessoas constroem edifícios, e a maneira como uma comunidade coloca em cena a sua história, religião, crenças de qualquer tipo, as necessidades concretas da vida diária, não é muito clara até hoje, porque inúmeras nuances desse complicado processo escapam e, provavelmente nunca se deixará totalmente descrito. Uma praça é a sua arquitetura, mas, ao mesmo tempo, é mais do que isso. Todo o passado, acorrentado num sistema visível-invisível de relações com o imaginário simbólico da comunidade, marca a sua presença na existência da praça.

Cătălin D. Constantin é editor de livros e antropólogo. Leciona na Faculdade de Letras da Universidade de Bucareste. A sua tese de doutoramento, defendida na Faculdade de Letras e publicada em 2013, teve como tema o quotidiano nas cidades romenas do início do século XX, a partir de jornais inéditos da época. Combinando a sua paixão pela fotografia com o prazer de escrever e viajar, Cătălin D. Constantin defendeu, em 2014, um segundo doutoramento na Universidade de Arquitetura e Urbanismo "Ion Mincu". Coordenou várias coleções de ficção e editou diversos livros de fotografia dedicados ao património cultural romeno. Para os livros que publica, realiza na maioria das vezes tanto a revisão de texto quanto o conceito gráfico, considerando essencial a combinação dos dois componentes. O livro mais recente que escreveu, Orașe în rezumat. Piețe din Europa și istoriile lor (em português Cidades em resumo. Praças da Europa e as suas histórias) representa uma leitura cultural e antropológica das praças urbanas europeias. O volume Ferestre din București și poveștile lor (em português Janelas de Bucareste e as suas histórias), publicado em 2015 sob a sua coordenação, reeditado no ano passado, subiu em poucas semanas desde a sua aparição para o primeiro lugar do top de vendas de livros na Roménia. Realiza pesquisa antropológica de campo nos assentamentos aromenos nas Montanhas Pindo. Há cinco anos coordena a série semanal As Conferências da quinta-feira, no Palácio Suțu, Museu de Bucareste. Teve exposições em mais de 20 cidades na Roménia, Espanha, Turquia, Bulgária, Azerbaijão, Geórgia, Polónia, Grécia, Irlanda.
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