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Concertos em Família '20

Concertos em Família '20

O projeto Concertos em Família em Vila Nova de Gaia foi iniciado em 2019, numa organização conjunta da Escola de Música de Perosinho (EMP) e do Pelouro da Cultura e da Programação Cultural da C. M. de Vila Nova de Gaia, promotor da iniciativa. A primeira série de cinco concertos foi um projeto experimental com o objetivo de encontrar o modelo mais adequado e sustentado.

Transmissão online através do Youtube municipal, às 11h00 de domingo, dia 25 de outubro de 2020.

Vários aspetos foram considerados positivos, tais como: a diversidade dos programas e a variedade de agrupamentos, o modo de apresentação e interação com a audiência, a relevância para os participantes e a aceitação do público e, por essa razão, a Vereação da Cultura da C. M. Gaia decidiu continuar a apoiar o projeto, aumentando para dez o número de concertos a realizar durante o ano 2020. No conceito que está na base deste projeto, destacamos a expressão "em família” em vez de "para a família”, assumindo que, tanto quanto o público que assiste aos concertos, os destinatários são também os artistas em cima do palco. É importante reforçar que os Concertos em Família devem ter como base agrupamentos constituídos por crianças, jovens ou amadores, propiciando-lhes experiências artísticas e outras significativas e relevantes. No entanto, e como acontece no concerto que hoje apresentamos, em que participarão músicos profissionais, o modelo é flexível de forma a permitir a participação de outros músicos, grupos ou estruturas da comunidade, sendo de destacar na edição de 2020 a participação de todas as escolas oficiais do Ensino Artístico Especializado de Música do concelho.

O projeto Concertos em Família em Vila Nova de Gaia foi iniciado em 2019, numa organização conjunta da Escola de Música de Perosinho (EMP) e do Pelouro da Cultura e da Programação Cultural da C. M. de Vila Nova de Gaia, promotor da iniciativa. A primeira série de cinco concertos foi um projeto experimental com o objetivo de encontrar o modelo mais adequado e sustentado.

Transmissão online através do Youtube municipal, às 11h00 de domingo, dia 25 de outubro de 2020.

Vários aspetos foram considerados positivos, tais como: a diversidade dos programas e a variedade de agrupamentos, o modo de apresentação e interação com a audiência, a relevância para os participantes e a aceitação do público e, por essa razão, a Vereação da Cultura da C. M. Gaia decidiu continuar a apoiar o projeto, aumentando para dez o número de concertos a realizar durante o ano 2020. No conceito que está na base deste projeto, destacamos a expressão "em família” em vez de "para a família”, assumindo que, tanto quanto o público que assiste aos concertos, os destinatários são também os artistas em cima do palco. É importante reforçar que os Concertos em Família devem ter como base agrupamentos constituídos por crianças, jovens ou amadores, propiciando-lhes experiências artísticas e outras significativas e relevantes. No entanto, e como acontece no concerto que hoje apresentamos, em que participarão músicos profissionais, o modelo é flexível de forma a permitir a participação de outros músicos, grupos ou estruturas da comunidade, sendo de destacar na edição de 2020 a participação de todas as escolas oficiais do Ensino Artístico Especializado de Música do concelho.

Do Salão Aristocrático ao Coreto do Povo Os "novos” Concertos em Família são a resposta aos desafios colocados pelo "novo normal”, que impedem a concentração e a proximidade de pessoas num espaço reduzido. Como resposta à impossibilidade de uma interação presencial e direta, músicos de todo o mundo têm encontrado soluções alternativas inovadoras, pela "colagem” de participações individuais posteriormente misturadas através de meios tecnológicos. No entanto, todos nós, os músicos, sentimos um grande desejo de voltar a fazer concertos no sítio certo. Com esse objetivo, o concerto que aqui se apresenta, mantém os mesmos princípios originais: destinado a todos os públicos, uma plataforma de disseminação e valorização do trabalho desenvolvido pelos alunos de escolas de música e músicos amadores e valorizar uma comunicação ativa e interativa entre músicos e audiência. A estes princípios originais ao projeto, junta-se a intenção de promover e valorizar o património cultural de Gaia, com especial relevância para os espaços onde a música se fazia ouvia que, neste momento estão vazios e em silêncio. O principal conceito orientador que está na base de todos os Concertos em Família previstos até ao final do ano de 2020 é "encher o espaço de música!” Do Salão Aristocrático ao Coreto do Povo

Tal como acontece com todas as manifestações artísticas, a música que se ouve depende do contexto social em que se insere. O concerto que hoje se apresenta é o reflexo da diversidade que a música pode abarcar, sendo essa diversidade representada pela instrumentação, pelo repertório e pelo espaço. Associado a uma cultura erudita, no séc. XIX eram comuns as manifestações musicais, "soirées musicales” nos salões dos solares da Aristocracia ou, mais característico da sociedade Burguesa do Porto, nas sociedades musicais criadas para reunir os membros mais influentes de uma classe social emergente. No outro extremo, mais associadas à música popular, surge a música para ser tocada nos espaços públicos, normalmente jardins públicos ou junto a igrejas, muitas vezes em coretos onde se apresentavam, ainda no séc. XIX, as emergentes bandas filarmónicas que, para além das apresentações, tinham um papel importante na formação musical dos jovens das camadas populares, em oposição às classes mais favorecidas que contratavam professores de música para dar aulas particulares aos seus filhos.O programa apresentado neste concerto pretende ilustrar os contextos sociais opostos, pela apresentação de um duo de flauta e guitarra a representar a cultura do "salão aristocrático” e um ensemble de sopros como ilustração da cultura popular. O outro grupo apresentado neste concerto é um ensemble de acordeões, que é uma espécie de simbiose entre um instrumento que, sendo originário da cultura popular, tem vindo a fazer uma evolução no sentido de abarcar também o repertório mais erudito.João Costa Notas ao programa: A primeira obra do programa é uma das Humoureskes escritas no final do século XIX pelo compositor Checo Antonín Dvořák. A sétima peça deste conjunto, interpretada neste concerto por um duo de flauta transversal e guitarra, por ser a mais conhecida do ciclo, é simplesmente conhecida por Humoureske. Escrita originalmente para piano, onde é clara uma intenção de associação ao naturalismo, característico de alguns compositores do Romantismo, foi transcrita para várias instrumentações, sendo talvez mais conhecida a versão para violino e piano.A segunda obra apresentada é, simbolicamente, o melhor exemplo da fusão entre o mundo popular e erudito que este concerto pretende ilustrar. A Marcha Radetzky, dedicada a um militar, foi composta por Johann Strauss I, o primeiro de uma família de vários compositores conhecidos pelas suas Valsas Vienenses. Composta em meados do séc. XIX, foi tocada em contextos militares, populares e também nas grandes salas de concerto frequentadas pela Aristocracia e Nobreza Germânica. São mundialmente famosas as suas interpretações nos concertos de Ano Novo da Orquestra Filarmónica de Viena onde, de forma automática, todo o público bate palmas durante o refrão.O concerto termina com o primeiro andamento, Welcome, da obra Gospel Hall do compositor, arranjador e produtor Inglês, Chris Hazel, nascido em 1948. Escrita para ensemble de metais, esta obra combina a espiritualidade característica da música gospel com ritmos da música pop e rock e harmonias que fazem lembrar as origens da música coral. Neste concerto, o ensemble de sopros pretende representar o universo das Bandas filarmónicas, elementos centrais da cultura musical Portuguesa. Com origem provável na revolução Francesa, foram criadas como elemento de democratização do acesso à música, sendo responsáveis pela educação e formação musical de jovens e adultos, reunindo num mesmo palco músicos profissionais com amadores de diferentes idades, origens e estatuto social. Os intérpretes:A diversidade deste concerto é também representada pelos vários tipos de agrupamentos musicais de câmara, onde se pretende uma fusão sonora e expressiva entre os participantes numa experiência musical, sendo o exemplo mais pequeno desta manifestação musical o dueto entre dois instrumentos diferentes, neste concerto representado pelo duo de flauta transversal e guitarra. Também participam neste concerto a Orquestra Per Fisarmónica, composta unicamente por acordeões, e o Ensemble Per Soprare que, para além dos instrumentos de sopros, inclui também instrumentos de percussão. Em todos os grupos, para além dos alunos da Escola de Música de Perosinho, colaboram ex-alunos e professores da escola.
Vários aspetos foram considerados positivos, tais como: a diversidade dos programas e a variedade de agrupamentos, o modo de apresentação e interação com a audiência, a relevância para os participantes e a aceitação do público e, por essa razão, a Vereação da Cultura da C. M. Gaia decidiu continuar a apoiar o projeto, aumentando para dez o número de concertos a realizar durante o ano 2020. No conceito que está na base deste projeto, destacamos a expressão "em família” em vez de "para a família”, assumindo que, tanto quanto o público que assiste aos concertos, os destinatários são também os artistas em cima do palco. É importante reforçar que os Concertos em Família devem ter como base agrupamentos constituídos por crianças, jovens ou amadores, propiciando-lhes experiências artísticas e outras significativas e relevantes. No entanto, e como acontece no concerto que hoje apresentamos, em que participarão músicos profissionais, o modelo é flexível de forma a permitir a participação de outros músicos, grupos ou estruturas da comunidade, sendo de destacar na edição de 2020 a participação de todas as escolas oficiais do Ensino Artístico Especializado de Música do concelho.
O património cultural de Gaia
O tema deste concerto foi pensado a partir de dois dos mais importantes elementos do património arquitetónico da freguesia de Canelas: o Solar Condes de Resende e o Coreto. O Solar Condes de Resende, é um edifício com origens na época Medieval adquirido em 1984 pela Câmara Municipal de Gaia para servir de Casa Municipal de Cultura, onde funciona um Centro de Documentação Histórica, um Núcleo Museológico de Arqueologia, Arte e Antropologia e espaço de exposições temporárias e de Congressos. Pertenceu aos Condes de Resende, razão pela qual, ainda hoje, este equipamento esteja associado ao nome de Eça de Queirós, sendo um dos principais centros de divulgação do seu universo, simbolizado por uma estátua sua no Jardim das Camélias.De acordo com o Dr. Gonçalves Guimarães, historiador Gaiense, a iniciativa para a construção do Coreto de Canelas partiu de um jovem Canelense, filho de um grande armazenista de mercearia. Provavelmente grande apreciador de música, o jovem fez-se passar por benfeitor e, aproveitando-se do património do seu pai, foi enviando as verbas necessárias para a sua construção que foi concluída em 1907. Tendo sido baseado num modelo de uma revista Italiana, o coreto é um exemplar único da arquitetura do ferro na Península Ibérica, tendo sido construído por artífices da região. O interior da cúpula está pintado com os bustos de alguns músicos importantes como Verdi, Wagner e Beethoven, aos quais foi adicionado, mais tarde, o compositor Canelense César Morais.

Do Salão Aristocrático ao Coreto do Povo

Os "novos” Concertos em Família são a resposta aos desafios colocados pelo "novo normal”, que impedem a concentração e a proximidade de pessoas num espaço reduzido. Como resposta à impossibilidade de uma interação presencial e direta, músicos de todo o mundo têm encontrado soluções alternativas inovadoras, pela "colagem” de participações individuais posteriormente misturadas através de meios tecnológicos. No entanto, todos nós, os músicos, sentimos um grande desejo de voltar a fazer concertos no sítio certo. Com esse objetivo, o concerto que aqui se apresenta, mantém os mesmos princípios originais: destinado a todos os públicos, uma plataforma de disseminação e valorização do trabalho desenvolvido pelos alunos de escolas de música e músicos amadores e valorizar uma comunicação ativa e interativa entre músicos e audiência. A estes princípios originais ao projeto, junta-se a intenção de promover e valorizar o património cultural de Gaia, com especial relevância para os espaços onde a música se fazia ouvia que, neste momento estão vazios e em silêncio. O principal conceito orientador que está na base de todos os Concertos em Família previstos até ao final do ano de 2020 é "encher o espaço de música!”

Do Salão Aristocrático ao Coreto do Povo

Tal como acontece com todas as manifestações artísticas, a música que se ouve depende do contexto social em que se insere. O concerto que hoje se apresenta é o reflexo da diversidade que a música pode abarcar, sendo essa diversidade representada pela instrumentação, pelo repertório e pelo espaço. Associado a uma cultura erudita, no séc. XIX eram comuns as manifestações musicais, "soirées musicales” nos salões dos solares da Aristocracia ou, mais característico da sociedade Burguesa do Porto, nas sociedades musicais criadas para reunir os membros mais influentes de uma classe social emergente. No outro extremo, mais associadas à música popular, surge a música para ser tocada nos espaços públicos, normalmente jardins públicos ou junto a igrejas, muitas vezes em coretos onde se apresentavam, ainda no séc. XIX, as emergentes bandas filarmónicas que, para além das apresentações, tinham um papel importante na formação musical dos jovens das camadas populares, em oposição às classes mais favorecidas que contratavam professores de música para dar aulas particulares aos seus filhos.

O programa apresentado neste concerto pretende ilustrar os contextos sociais opostos, pela apresentação de um duo de flauta e guitarra a representar a cultura do "salão aristocrático” e um ensemble de sopros como ilustração da cultura popular. O outro grupo apresentado neste concerto é um ensemble de acordeões, que é uma espécie de simbiose entre um instrumento que, sendo originário da cultura popular, tem vindo a fazer uma evolução no sentido de abarcar também o repertório mais erudito.

João Costa

Notas ao programa:

A primeira obra do programa é uma das Humoureskes escritas no final do século XIX pelo compositor Checo Antonín Dvořák. A sétima peça deste conjunto, interpretada neste concerto por um duo de flauta transversal e guitarra, por ser a mais conhecida do ciclo, é simplesmente conhecida por Humoureske. Escrita originalmente para piano, onde é clara uma intenção de associação ao naturalismo, característico de alguns compositores do Romantismo, foi transcrita para várias instrumentações, sendo talvez mais conhecida a versão para violino e piano.

A segunda obra apresentada é, simbolicamente, o melhor exemplo da fusão entre o mundo popular e erudito que este concerto pretende ilustrar. A Marcha Radetzky, dedicada a um militar, foi composta por Johann Strauss I, o primeiro de uma família de vários compositores conhecidos pelas suas Valsas Vienenses. Composta em meados do séc. XIX, foi tocada em contextos militares, populares e também nas grandes salas de concerto frequentadas pela Aristocracia e Nobreza Germânica. São mundialmente famosas as suas interpretações nos concertos de Ano Novo da Orquestra Filarmónica de Viena onde, de forma automática, todo o público bate palmas durante o refrão.

O concerto termina com o primeiro andamento, Welcome, da obra Gospel Hall do compositor, arranjador e produtor Inglês, Chris Hazel, nascido em 1948. Escrita para ensemble de metais, esta obra combina a espiritualidade característica da música gospel com ritmos da música pop e rock e harmonias que fazem lembrar as origens da música coral. Neste concerto, o ensemble de sopros pretende representar o universo das Bandas filarmónicas, elementos centrais da cultura musical Portuguesa. Com origem provável na revolução Francesa, foram criadas como elemento de democratização do acesso à música, sendo responsáveis pela educação e formação musical de jovens e adultos, reunindo num mesmo palco músicos profissionais com amadores de diferentes idades, origens e estatuto social.

Os intérpretes:

A diversidade deste concerto é também representada pelos vários tipos de agrupamentos musicais de câmara, onde se pretende uma fusão sonora e expressiva entre os participantes numa experiência musical, sendo o exemplo mais pequeno desta manifestação musical o dueto entre dois instrumentos diferentes, neste concerto representado pelo duo de flauta transversal e guitarra. Também participam neste concerto a Orquestra Per Fisarmónica, composta unicamente por acordeões, e o Ensemble Per Soprare que, para além dos instrumentos de sopros, inclui também instrumentos de percussão. Em todos os grupos, para além dos alunos da Escola de Música de Perosinho, colaboram ex-alunos e professores da escola.
Vários aspetos foram considerados positivos, tais como: a diversidade dos programas e a variedade de agrupamentos, o modo de apresentação e interação com a audiência, a relevância para os participantes e a aceitação do público e, por essa razão, a Vereação da Cultura da C. M. Gaia decidiu continuar a apoiar o projeto, aumentando para dez o número de concertos a realizar durante o ano 2020. No conceito que está na base deste projeto, destacamos a expressão "em família” em vez de "para a família”, assumindo que, tanto quanto o público que assiste aos concertos, os destinatários são também os artistas em cima do palco. É importante reforçar que os Concertos em Família devem ter como base agrupamentos constituídos por crianças, jovens ou amadores, propiciando-lhes experiências artísticas e outras significativas e relevantes. No entanto, e como acontece no concerto que hoje apresentamos, em que participarão músicos profissionais, o modelo é flexível de forma a permitir a participação de outros músicos, grupos ou estruturas da comunidade, sendo de destacar na edição de 2020 a participação de todas as escolas oficiais do Ensino Artístico Especializado de Música do concelho.

O património cultural de Gaia

O tema deste concerto foi pensado a partir de dois dos mais importantes elementos do património arquitetónico da freguesia de Canelas: o Solar Condes de Resende e o Coreto.

O Solar Condes de Resende, é um edifício com origens na época Medieval adquirido em 1984 pela Câmara Municipal de Gaia para servir de Casa Municipal de Cultura, onde funciona um Centro de Documentação Histórica, um Núcleo Museológico de Arqueologia, Arte e Antropologia e espaço de exposições temporárias e de Congressos. Pertenceu aos Condes de Resende, razão pela qual, ainda hoje, este equipamento esteja associado ao nome de Eça de Queirós, sendo um dos principais centros de divulgação do seu universo, simbolizado por uma estátua sua no Jardim das Camélias.

De acordo com o Dr. Gonçalves Guimarães, historiador Gaiense, a iniciativa para a construção do Coreto de Canelas partiu de um jovem Canelense, filho de um grande armazenista de mercearia. Provavelmente grande apreciador de música, o jovem fez-se passar por benfeitor e, aproveitando-se do património do seu pai, foi enviando as verbas necessárias para a sua construção que foi concluída em 1907. Tendo sido baseado num modelo de uma revista Italiana, o coreto é um exemplar único da arquitetura do ferro na Península Ibérica, tendo sido construído por artífices da região. O interior da cúpula está pintado com os bustos de alguns músicos importantes como Verdi, Wagner e Beethoven, aos quais foi adicionado, mais tarde, o compositor Canelense César Morais.

Pode aceder aqui à folha de sala e a uma atividade, para realizar em família, no final do concerto! Divirta-se!


Fonte: http://www.cm-gaia.pt/pt/eventos/concertos-em-familia-20-2-2/
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