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19:00 até às 00:59
Jazz à Vista...

Jazz à Vista...

Exposição de pintura de XicoFran.

Inaugurada no dia 15 de outubro, quinta-feira, às 19 horas, precedida por um momento musical interpretado por Pedro Simões.

De 15 de outubro a 5 de dezembro

Horário

De terça a sexta-feira, das 10 às 20.30 horas.
Sábado, das 14.30 às 20.30 horas.

Catálogo da exposição – PDF [1,46 MB]

XICOFRAN – O PINTOR DO JAZZ

O melhor de dois mundos fundem-se num só universo: o «jazz – som da surpresa» e a pintura de XicoFran. A magia acontece e desperta a intuição e as emoções de quem “ouvê”.

O ritmo é pulsante e fascinante, os movimentos são largos e cheios de energia e intensidade. É então que a «tela» acontece e desperta um turbilhão de sensações e sentimentos. Estamos perante a exatidão do improviso e acordamos para outros mundos numa incrível viagem interior. Eis o espanto. O assombro. A admiração.

A obra de XicoFran é uma grande orquestra de cor, onde o ritmo frenético e inquieto brilha ao mesmo tempo que sentimos o intimismo sincopado dos grandes intérpretes e em que pressentimos a paixão pelas coisas mais simples do quotidiano que nos suscita uma profunda curiosidade.

O pintor envolve as «tintas» com os acordes, incorpora a técnica com a emoção e atinge a sintonia. Então, a música e a pintura completam-se e valorizam-se.

A forma brilhante como representa o movimento, sugerido pela silhueta de um músico, passando para a tela o arrastamento dos gestos e a vibração dos instrumentos são a sua marca de água.

Contudo, o «radical intuitivo» que está à vista na pintura é o resultado de muito e intenso trabalho e constante exercício do risco, do traço e das dinâmicas gráficas, cujo desfecho mais expressivo é a representação figurativa, ao mesmo tempo impressiva e expressiva, rica de cor, em que o ser e o estar recriam uma visão imaginária muito própria da atmosfera ambiental e do sentido poético, suado e humano do jazz.

Deste modo, um quadro poderá considerar-se como um escrito instintivo e, ao mesmo tempo, dramático – pela forma e conteúdo – através de algo que nele denuncie a misteriosa individualidade explosiva do autor.

Assim, o jazz – essa gigante tela humanista e modernista que começou a desenhar-se no início do século passado – vai-se reinventando e perpetuando de geração em geração como se fosse (e é!) uma janela aberta que, da consciência mais esclarecida do presente, fita um passado que importa recordar em benefício de uma humanidade futura mais fraterna, solidária e consciente.

Câmara Municipal do Seixal
Outubro de 2020

Condições de acesso à galeria

Fonte: https://www.cm-seixal.pt/evento/jazz-vista
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