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Conferência sobre a Rainha D. Amélia no MU.SA

Conferência sobre a Rainha D. Amélia no MU.SA

O MU.SA – Museu das Artes de Sintra comemora o Dia Internacional da Mulher com a realização de uma conferência sobre a Rainha D. Amélia, que acontecerá no dia 8 de março, pelas 15h00.

A conferência será dirigida por José Alberto Ribeiro, autor da biografia desta ilustre monarca que deixou marcas nas raízes históricas e lugares de Sintra, vila pitoresca elevada a Património Mundial - Paisagem Cultural, pela UNESCO, em 6 de dezembro de 1995.

A iniciativa será ainda complementada com o lançamento, a dia 12 de março, de um roteiro dedicado aos percursos da Rainha D. Amélia, em Sintra, disponível AQUI.


Breve resenha sobre a Rainha D. Amélia:


Amélia de Orleães (Twickenham, 28 de setembro de 1865 – Le Chesnay, 25 de outubro de 1951) foi a esposa do rei D. Carlos I e a última Rainha Consorte de Portugal. Filha primogénita de Luís Filipe, Conde de Paris, pretendente ao trono francês, e sua esposa Maria Isabel de Orleães.

Passou grande parte da sua infância em Inglaterra, onde nasceu, devido ao exílio a que a sua família ficou sujeita desde que Napoleão III subiu ao trono de França. Teve 3 filhos, Luís Filipe, Manuel II de Portugal, e Maria Ana que faleceu pouco tempo depois de ter nascido.

Amada por uns e odiadas por outros, D. Amélia de Orleães, princesa de França, mas portuguesa de coração, vivenciou durante o seu reinado (1889 – 1908) grandes transformações políticas, sociais e culturais e passou por momentos conturbados ao assistir ao assassinato do marido e do filho (D. Luís) e ao fim da monarquia em Portugal, que forçaram o seu exílio, primeiro, em Inglaterra e a seguir em França. Resistiu contra a ocupação nazi, recusando deixar o país que a acolheu com entusiasmo quando aqui fixou residência por altura do casamento com o príncipe real Carlos, Duque de Bragança, em 1886.

Detentora de uma forte personalidade, D. Amélia, Rainha Consorte de Portugal e dos Algarves, manifestou desde sempre curiosidade pela evolução e descobertas científicas, pela cultura e por ações de cariz solidário. Ávida leitora de importantes obras literárias da altura, tinha dons para a pintura e adorava teatro e ópera. Destacou-se também na área social, pelo seu empenho na erradicação da pobreza e tuberculose e por ter fundado o Instituto de Socorros a Náufragos, o Instituto Pasteur e o Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos. Foi fundadora também do Museu dos Coches Reais.

O assassinato do rei D. Carlos I e do seu filho, o Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança, no Terreiro do Paço, em 1908 (Regicídio de 1908), levou D. Amélia a retirar-se para o Palácio da Pena, em Sintra, onde se encontrava quando eclodiu a revolução de outubro de 1910 que ditou o fim da Monarquia e a implantação da República.

Durante a 2.ª Guerra Mundial, o governo de Salazar ofereceu-lhe asilo político em Portugal mas D. Amélia optou por manter a sua residência em França, onde viria a falecer, a 25 de outubro de 1951, com 86 anos.


Fonte: https://cm-sintra.pt/atualidade/agenda/423-conferencia-sobre-a-rainha-d-amelia-no-mu-sa
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