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09:00 até às 17:30
 EXPOSIÇÃO: CASA QUE NOS DÊ ASAS!

EXPOSIÇÃO: CASA QUE NOS DÊ ASAS!


EXPOSIÇÃO: CASA QUE NOS DÊ ASAS!
Exposição de Fotografia / Instalação
Di Barros (Edilaine Barros)
Nasceu em 1984 na cidade de Vitória, Espírito Santo, Brasil. Licenciou-se em Artes Visuais, em 2012, pela Universidade Federal do Espírito Santo e lecionou e residiu em Minas Gerais. Decididamente voltada para a educação, procurou através da investigação compreender o processo de identidade aculturada dos indígenas da sua região: os Krenak, os últimos botucudos que vivem nas margens do Rio Doce.
Em 2015, mudou-se com os filhos para Portugal, iniciando os seus estudos como aluna do Mestrado em Práticas Artísticas em Artes Visuais, do Departamento de Artes Visuais e Design, da Escola de Artes, da Universidade de Évora.
A sua investigação teórica e prática permitiu-lhe questionar, compreender e explicar, assuntos relativos à sua experiência, enquanto mulher brasileira e imigrante, bem como forjar uma identidade de artista.
As suas instalações fotográficas assentam em factos autobiográficos, que a grosso modo, assolam muitas mulheres brasileiras imigrantes, no que respeita às atividades laborais que desenvolvem e aos estereótipos estigmatizantes de que são alvo.
Nas narrativas, imagéticas ou escritas, das suas instalações, são destacadas experiências, vivências e perceções que procuram ser um ponto de partida, para inquietar e chamar a atenção das pessoas, para assuntos que tendem a ser silenciados.
As instalações presentes na exposição Casa Que Nos Dê Asas são um convite para a reflexão sobre os conceitos identitários e o trabalho doméstico, onde Não sou, Estou é um convite para subverter o quotidiano que massacra a vida de muitas mulheres.
O jantar é servido na sala simples e improvisada. Os animais domésticos invadem a casa que já está cheia: familiares, amigos, nutrindo sentimentos recíprocos e controversos.
Casa que nos dê asas!
Ambiente que encerra as mulheres nas tarefas domésticas. Que aquece o coração no seio familiar e transmite a sensação de segurança, bem-estar e proteção. Que aprisiona e liberta. O corpo denuncia o seu esgotamento da luta diária. O corpo deseja libertação e autonomia. Foram frios estes longos dias onde viver a realidade era por vezes indigesto, e não vivê-la era impossível.
Nunca a identidade fora tão questionada:
Quem sou eu? Não há resposta exata para um sujeito que vive constantemente interpelado e buscando novos desafios!
As minhas muralhas também são motivações, proteção e por vezes são mesmo eu própria.
Quando estava no meu país de origem, a justiça fechou os olhos diante de factos respeitantes aos direitos das mulheres.
Eu não acredito na justiça e defendo uma educação que seja emancipadora das pessoas, capaz de a curto prazo mudar os estereótipos que assolam as mulheres, os negros, os homossexuais, e os imigrantes, entre outros grupos discriminados.
Não sou / estou é um estado condicional!
Espero inquietar-vos com aquilo que me inquieta!


Fonte: http://www.cm-portel.pt/pt/site-acontece/eventos/Paginas/exposicao-fotografia-instalação.aspx
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