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Cinco sopros para uma paisagem

Cinco sopros para uma paisagem

Cinco sopros para uma paisagem

Uma paisagem sonora de Filipe Faria, dedicado a Benjamin Pereira

2 Fevereiro 2020 | 16:00
23º Aniversário do Centro Cultural Raiano


Com Isabel Silvestre, Vozes de Manhouce, Idalina Gameiro e Noa Noa (Tiago Matias, Baltazar Molina e Filipe Faria)


"A voz humana é um instrumento fascinante. A sua natureza, de variáveis aparentemente infinitas, está de tal forma ligada ao ser humano que expõe, de forma crua, as suas certezas e vulnerabilidades, o carácter, a personalidade e a vida interior do seu emissor.
A voz falada ou cantada, determinada por uma interacção dinâmica entre o que é hereditário, ambiental ou adquirido, marca, inevitavelmente, a percepção da pessoa mas tem, igualmente, o potencial de marcar e representar uma comunidade, região ou cultura. A voz tem esse potencial e basta só uma voz.
Entendemos a voz através de mecanismos fisiológicos mas também de outros, psicológicos, inseparáveis de um determinado contexto. Essa é a sua razão... não apenas a de um instrumento sonoro mas a de portadora de sentidos infinitos, inevitavelmente presos à personalidade.
A própria qualidade, dimensão e dinâmica da voz tem uma relação única com o indivíduo... e, por consequência, com a comunidade. Os seus diferentes elementos são como vazos comunicantes - cada movimento ou mudança num dos seus ingredientes fundamentais determina e influencia todos os outros... com o mesmo potencial de contaminação social." Filipe Faria

sopro
substantivo masculino
Som; voz ténue, suspiro (...)

voz
(do latim vox, vocis)
substantivo feminino
Som produzido na laringe, pelo ar que sai dos pulmões e da boca.
Qualquer ruído. Voz modificada pelo canto. Faculdade de falar. Grito,
clamor, queixa. (...) Rumor, ruído. (...) Palavra, frase.

paisagem
(do francês paysage)
substantivo feminino
Extensão de território que se abrange com um lance de vista.
Desenho, quadro, género literário ou trecho que representa ou
em que se descreve um sítio campestre.

Espectáculo construído sobre "Cinco sopros para uma paisagem", uma instalação sonora de Filipe Faria (Idanha-a-Nova, Lousã. Águeda, São Pedro do Sul e Óbidos 2019/2020)

Ficha Técnica:
Paisagem Sonora de: Filipe Faria
Uma produção: Arte das Musas
Duração: 28'28''
Vozes: José Relvas (Idanha-a-Nova), Josefina Piçarra (Idanha-a-Nova), Idalina Gameiro (Idanha-a-Nova), Francisco Silva (Águeda), Darya Efrat (Águeda), Christopher Gruber (Águeda), Ana Martins (S. Pedro do Sul), Emília da Silva (S. Pedro do Sul), Luísa Campos (S. Pedro do Sul), Laurinda Prior (S. Pedro do Sul), Dorinda Quental (S. Pedro do Sul), Cristina Pinto (S. Pedro do Sul), Bernardo Raposo (Lousã), Alice Santos (Lousã), Manuel Neto (Lousã), Turma 6ºF da Escola Básica n.º1 da Lousã (Lousã), José Almeida (Lousã)*, Coro Misto da Sociedade Filarmónica Lousanense (Lousã)*, Maximino Martins (Óbidos), Natália Santos (Óbidos), Matilde Silva (Óbidos)
Ricardo Duque (Óbidos) * registo gentilmente cedido pelo Município da Lousã

Esta iniciativa integra a programação do Projeto 5: "5 Municípios, 5 Culturas, 5 Sentidos", cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional). Este projeto é coordenado pelo Município de Idanha-a-Nova e realizado em copromoção com os Municípios de Óbidos, Águeda, S. Pedro do Sul e Lousã, e aproveita as potencialidades e talentos de cada município no que diz respeito à implementação de ações artístico-culturais, projeção da identidade territorial e captação de fluxos de turismo cultural.

Filipe Faria nasceu, em Lisboa, em 1976. Pai, músico, compositor, autor, programador, produtor e investigador licenciou-se em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa em 1998. Em 2000 termina a Pós-Graduação em Musicologia pela Universidade Autónoma de Lisboa, em 2002 a Especialização do Mestrado em Ciências Documentais pela Universidade de Évora e em 2004 a Pós-Graduação do Mestrado em Arte, Património e Teoria do Restauro pela Universidade de Lisboa/Faculdade de Letras/Instituto de História de Arte. Funda e co-coordena o projecto de licenciatura e pós-graduação em Ciências Musicais - UAL - em 1999/2001 e funda e coordena o projecto de Licenciatura em Educação Musical - ISCE - em 2008/2009. Em 2000 funda a produtora e editora Arte das Musas da qual é gestor e director artístico e de produção e com a qual desenvolve projectos originais e parcerias nacionais e internacionais nas áreas da arte, cultura e comunicação. Funda, em 2003, o Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, do qual foi director artístico e de produção entre 2003 e 2010, e, em 2012, o Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas - em Idanha-a-Nova, do qual é director artístico e de produção. Estes projectos originais têm o apoio do Ministério da Cultura e da Direcção-Geral das Artes entre outras entidades. Foi elemento efectivo do Coro Gulbenkian entre 1998 e 2013 tendo realizado digressões em Portugal, Espanha, França, Itália, China, Estados Unidos da América, Malta, Holanda, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Japão, Israel, entre outros, e músico freelancer em ensembles de música antiga nacionais no mesmo período. Em 1999 funda o consort de música antiga e contemporânea Sete Lágrimas, que co-dirige, com uma discografia de 12 títulos - “Lachrimæ #1” (2007), “Kleine Musik” (2008), “Diaspora.pt: Diáspora, vol.1” (2008), “Silêncio” (2009), “Pedra Irregular” (2010), “Vento” (2010) “Terra: Diáspora, vol.2” (2011), “En tus brazos una noche” (2012) e “Península: Diáspora. vol.3” (2013), “Cantiga” (2014), “Missa Mínima” (2016) - e uma carreira de mais de 350 concertos em Festivais e Centros Culturais da Europa e Ásia como Portugal, Bulgária, Itália, Malta, Espanha, China, Suécia, França, Bélgica, Noruega, Luxemburgo e República Checa. Em 2012 funda o projecto Noa Noa com uma discografia de 4 títulos - “Língua, vol. 1” (2014), “Língua, vol. 2” (2015), “De la mar” (2016), “Palavricas d’amor” (2017) - e mais de 50 concertos em Portugal, França, Bélgica e Japão. Em 2015 edita o seu primeiro livro, o poema gráfico “Um dia normal”. Em 2016 e 2017 cria os projectos multi-disciplinares “Todas as noutes passadas” (com Pedro Castro e Carla Albuquerque) e “Como dormirão meus olhos?” (com Pedro Castro), ambos sob encomenda do Centro Cultural de Belém/Fábrica das Artes em parceria com a Zonzo Compagnie (Bélgica) e com o financiamento do programa Europa Criativa da União Europeia. Em 2018 edita o CD dedicado à música original (escrita em colectivo com Pedro Castro) para “Todas as noutes passadas” e colabora com Mara Maravilha no projecto “Isto não é uma nuvem” apresentado nos Dias da Música no CCB. Em 2018/2019 estreia “Paisagem Sonora #1 a #6: Biofonias, Geofonias e Antropofonias”, em Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Oleiros, Penamacor, Castelo Branco e Idanha-a-Nova (em parceria com os fotógrafos Valter Vinagre e Pedro Martins). Este projecto será editado em 2019. Completou o Curso Geral do Conservatório Nacional em 1992, o Curso Complementar de Violino do Conservatório Nacional de Lisboa/FMAC em 1997, o Curso de Fotografia do Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual – com o fotógrafo Roger Meintjes, em 1995, o Curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes entre 2001 e 2005 com os pintores Paiva Raposo e Mário Rita e, a convite, o Atelier Livre de Pintura da SNBA, com o pintor Jaime Silva, em 2005. Em 2014 é convidado para a Comissão de Candidatura de Idanha-a-Nova à Rede das Cidades Criativas da UNESCO na área da Música, aprovada em 2015 por esta entidade. Desde 2015 representa Idanha-a-Nova como stakeholder nos Encontros Internacionais UNESCO na Suécia (Östersund), Japão (Hammamatsu), Polónia (Katowice), no WOMEX 2017 (Polónia, Katowice), no European Congress of Local Governments/Institute for Eastern Studies/Economic Forum (Polónia, Cracóvia), etc.


A entrada é livre, sujeita à lotação do auditório.

Idanha-a-Nova Cidade Criativa da Música da UNESCO
Projeto 5 l Programação Cultural em Rede
https://www.projeto5.pt/


Horário da bilheteira (terça a domingo): 9h-13h /14h-17h | 1h antes da sessão agendada.


CENTRO CULTURAL RAIANO

Avenida Joaquim Morão
6060-713 Idanha-a-Nova
Telefone +351 277 202 900


Fonte: http://www.idanha.pt/agenda/projeto-5/cinco-sopros-para-uma-paisagem/
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