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 Apresentação do livro "No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978 – 2018)" de Adolfo Luxúria Canibal

Apresentação do livro "No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978 – 2018)" de Adolfo Luxúria Canibal

Quarenta anos de poesia de Adolfo Luxúria Canibal reunidos em livro 	 

Em setembro de 2019, com a chancela da Porto Editora, chegou às livrarias o livro No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978 – 2018), uma antologia poética de Adolfo Luxúria Canibal, fundador e carismático vocalista da banda rock Mão Morta. Obra que representa o oitavo volume de Elogio da sombra, a coleção de poesia coordenada por Valter Hugo Mãe.
Évora recebe a apresentação do livro, com a presença do autor, dia 31 de janeiro, pelas 18h00, no Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende. Uma sessão que antecede o concerto dessa noite, no mesmo local, dos Mão Morta.


Não é possível a cultura portuguesa recente passar ao lado da poesia que aqui se reúne, escreve o coordenador da coleção no texto que acompanha esta obra. Entre amores abissais e políticas grotescas, alucinações de teor mais ou menos farmacêutico ou cidades cheias de passado, a poética de Adolfo Luxúria Canibal é a contemporaneidade completa, uma avidez, com seu modo próprio de se assumir e denunciar ao mesmo tempo. Sem culpa. Apenas força.
Os 40 anos de poesia e rastilho de contracultura reunidos em No rasto dos duendes eléctricos são ainda enquadrados num capítulo intitulado A inocência é ilegítima, que transcreve uma conversa entre Valter Hugo Mãe e Adolfo Luxúria Canibal.

Évora hosts the presentation of the book, "No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978 – 2018)", a poetic anthology by Adolfo Luxúria Canibal, with the presence of the author, on January 31, at 6 pm, at the Noble Hall of Teatro Garcia of Resende. A session prior to the concert that night at the same location, by the group Mão Morta.


SOBRE O LIVRO
O rock é sobretudo contracultura, oposição à padronização ou higienização social. Na sua mais elementar definição, o rock está como um convite à liberdade, defendendo a oportunidade para a informalidade e para a mais desabrida emoção. Há um arrebatamento esperado no seu som, uma entrega que pressupõe a reeducação para a dimensão sensorial, profundamente animal, sem pudor ou crime.
O trabalho de Adolfo Luxúria Canibal é um dos mais cultos no panorama do rock português. Exímio à frente dos Mão Morta, o seu carisma justifica parte da contínua vigência da sua grande banda, carisma que adensa com letras frontais, sempre colocadas como golpe perante um mundo de seduções, vícios e falhas virtudes.
Não há um moralismo bacoco. O que diz é do foro da denúncia e é também afeição ao perigo, porque não se tem como exemplar, tem-se como livre.
Não é possível a cultura portuguesa recente passar ao lado da poesia que aqui se reúne. Em algum momento, todos fomos expostos à sua acidez perspicaz, pertinente, perante o pouquinho que tende a ser o mundo das pessoas. Entre amores abissais e políticas grotescas, alucinações de teor mais ou menos farmacêutico ou cidades cheias de passado, a poética de Adolfo Luxúria Canibal é a contemporaneidade completa, uma avidez, com seu modo próprio de se assumir e denunciar ao mesmo tempo. Sem culpa. Apenas força. Poderia dizer, inteligência.
"por Valter Hugo Mãe"


SOBRE O AUTOR

Adolfo Luxúria Canibal é o pseudónimo de Adolfo Morais de Macedo. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi advogado e é consultor jurídico.
Fundador do grupo rock Mão Morta, de que é vocalista e letrista, criou espetáculos de spoken word, em nome próprio ou como Estilhaços, e integrou o coletivo de música eletrónica Mécanosphère, tendo mais de três dezenas de discos editados, e outros tantos como convidado de artistas nacionais e estrangeiros, na qualidade de vocalista ou letrista. Dinamizou espetáculos de comunidade, como os musicais Então Ficamos… ou Chão, e concebeu performances várias, com destaque para a neuro-áudio-visual Câmara Neuronal, realizada a partir dos sinais elétricos emitidos pelo cérebro, ou a da instalação The Wall of Pleasure, inaugurada na Rooster Gallery em Nova Iorque. Participou como ator na série para televisão O Dragão de Fumo e em algumas curtas-metragens ou em peças de teatro como Eis o Homem!, da companhia Mundo Razoável. Concebeu ainda com João Onofre o filme de videoarte S/título, para o festival Curtas de Vila do Conde, e com Inês Jacques, o espetáculo de dança No Fim Era o Frio, para o festival Guidance. Publicou, entre outros, os livros Rock & Roll, Estilhaços, Todas as Ruas do Mundo, Garatujos do Minho e o livro-objeto Desenho Diacrónico, com Fernando Lemos.


Organização: Porto Editora
Apoios: Câmara Municipal de Évora
Preço: Entrada livre


Fonte: http://www.cm-evora.pt/pt/agendacultural/Paginas/Apresentação-do-livro-No-rasto-dos-duendes-eléctricos-(Poesia-1978-–-2018)-de-Adolfo-.aspx
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