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E tu Camões, não dizes nada?

E tu Camões, não dizes nada?

E tu Camões, não dizes nada?

«Uma viagem a não perder. Inovadora, empolgante e envolvente! Um excelente contributo, há muito esperado, para uma abordagem motivadora e entusiasta da obra Os Lusíadas.
Ler Lusíadas sem preocupação de saber que estamos a ler um poema épico que tem 10 cantos com estrofes de oito versos, com dez sílabas cada verso, blábláblá blábláblá; que tem proposição, invocação, dedicatória e blábláblá blábláblá, ah e a famosa narração in medias res, blábláblá blábláblá. 
Já sabemos isso tudo. Aprendemos na escola. Está aprendido. Agora falta ler Os Lusíadas como se lê um livro. Ler em voz alta. Abrindo, lendo e ouvindo. Pelo prazer de escutar os sons, os ritmos, as emoções, pelo prazer de sentir as palavras na boca, de as saborear, mastigar, cuspir, blábláblá blábláblá.
Ou, citando António José Saraiva, [Os Lusíadas] “é um livro para ser entoado por recitadores, e não analisado por gramáticos. Por vezes interessa pouco o que ele diz, e vale só a língua sonora que percorre os vários graus da escala, uma palavra que esplende, um som rouco de queixa ou um gesto teatral que se entrevê.”* Blábláblá blábláblá».
Sofia Romão
Professora, Escola Básica Infante D. Henrique
*em Estudos sobre a arte d’Os Lusíadas

Biografias
GRAEME PULLEYN nasceu no norte de Inglaterra em 1967. Licenciou-se em Estudos Teatrais e Artes Dramáticas pela Universidade de Warwick e veio para Portugal em 1990, como voluntário num projeto de desenvolvimento comunitário na Serra do Montemuro (Castro Daire, Viseu). Acabou por viver durante 15 anos na serra, e cofundou o Teatro Regional da Serra do Montemuro (TRSM). Foi diretor artístico e trabalhou como ator e encenador em espetáculos como Lobo-Wolf, Alminhas, A Eira dos Cães e Hotel Tomilho, que correram o país e a Europa de lés-a-lés, fazendo do TRSM uma das mais viajadas companhias portuguesas das últimas duas décadas. Vive em Viseu desde 2005, onde trabalha como encenador e ator independente. Desenvolve regularmente projetos de teatro de comunidade com diversos públicos incluindo jovens, seniores, grupos de teatro amador e grupos específicos (ex. etnia cigana, comunidade piscatória, ex-trabalhadores dos estaleiros de Viana de Castelo).
Projetos recentes incluem: Nem Tudo o que vem à Rede – teatro comunitário – no Navio Museu Santo André (Museu Marítimo de Ílhavo); A Mesa – teatro radiofónico – integrado no Festival Rádio Faneca (Centro Cultural de Ílhavo - 2015); O Penedo – projeto comunitário em Caminha a partir de lendas do Alto Minho (Comédias do Minho - 2015); Anatomia do Medo – K CENA – Projeto Lusófono de Teatro Jovem (Centro Cultural de Mindelo Cabo Verde - 2015), Romeu e Julieta - projeto comunitário com participantes ciganos e não ciganos em Nelas (Teatro Viriato - 2014), DQ 2014, a partir de Dom Quixote – K CENA – Projeto Lusófono de Teatro Jovem (Teatro Vila Velha Salva¬dor - Brasil 2014); Sangue na Guelra com encenação de Rogério de Carvalho (Amarelo Silvestre - 2014); Vissaium com encenação de Maria Gil (Teatro Viriato 2014), MicroGlobo (Teatro Mais Pequeno do Mundo - 2014).
Outros projetos em curso: Anjo Branco – projeto de teatro comunitário promovido pelo Teatro Noroeste/Centro Dramático de Viana do Castelo (set 2015 - jun 2016); O Lugre – projeto de teatro comunitário pro¬movido pelo Museu Marítimo de Ílhavo – a partir do texto de Bernardo Santareno (fev 2016 - out 2016); Abílio, Guardador de Abelhas – espetáculo original criado a partir de entrevistas com apicultores da região de Viseu – parceria com Teatro Viriato, Câmara Municipal de Viseu e Associação de Apicultores da Beira Alta (jan 2016 – dez 2016).

FERNANDO GIESTAS nasceu em Espinho. Jornalista para sempre, dramaturgo, cofundador, com Rafaela Santos, da Amarelo Silvestre. Ator de brincar, formador de Expressão Escrita.
Autor da dramaturgia dos espetáculos (criações Amarelo Silvestre): O que é que o Pai não te contou da Guerra?, coprodução Teatro Nacional São João, Porto, estreou em março de 2015 no Teatro Carlos Alberto; Sangue na Guelra, Teatro Viriato, Viseu, 2013; Mar Alto Atrás da Porta, Folias D’Arte, São Paulo, Brasil, 2013; Raiz de Memória, com utentes do lar de idosos e centro de dia da Associação de Solidariedade Social da Freguesia de Abraveses, Teatro Viriato, Viseu, 2012; João Torto, Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), Lisboa, 2012. Texto do espetáculo publicado pela editora Bicho do Mato, em parceria com o TNDMII; Sonhos Rotos, Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro – Espanha (iniciativa Almagro Off), 2011. Espetáculo distinguido com Menção Especial do Júri de Almagro Off; Mulher Mim, Teatro Viriato, Viseu, 2010.
Autor do texto do espetáculo Mexe-te!, produção Primeiros Sintomas, Teatro Viriato, Viseu, 2008. Ator e dramaturgo na performance comunitária Migrar, criação Amarelo Silvestre, 2012. Autor lido em sessões promovidas pelo Centro de Dramaturgia Contemporânea de São Paulo, no Teatro do Faroeste, São Paulo, e pela companhia francesa DYProcess, no Théâtre Le Colombier, Bagnolet, Paris (peça Sangue na Guerra/Guelra/Guerra), 2013; e nas Leituras no Mosteiro, organização do Teatro Nacional São João (peça Mar Alto Atrás da Porta), 2013. Formação de Escrita para Teatro com Jean Pierre Sarrazac e Alexandra Moreira da Silva, entre outros.

Ficha Técnica: com Graeme Pulleyn e Fernando Giestas (artistas associados do Teatro Viriato) | Produção Teatro Viriato

Oficina/Teatro | Exclusivo para Escolas | Qui e Sex, 20 e 21 fev | 10h00 e 14h00 | Classificação Etária M/14 | Duração 01h30 | Preço Gratuito
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